Prévias realizadas na manhã desta terça-feira (1º) em Belo Horizonte definiram que o MDB seguirá caminho próprio nas eleições ao Palácio da Liberdade e terá candidatura própria a governador e senador em outubro. O placar final ficou 352 sim, 12 não e um voto em branco. Convenção partidária em julho definirá quem seguirá à disputa entre os pré-candidatos, o vice-governador Antônio Andrade, o presidente da Assembleia Legislativa Adalclever Lopes e o deputado federal Leonardo Quintão.
A decisão na manhã de ontem sela o rompimento entre a MDB e o PT em Minas Gerais e com o governo de Fernando Pimentel (PT). Logo após o evento, o presidente da legenda e vice-governador mineiro Antônio Andrade defendeu que filiados entreguem seus cargos ocupados no governo; ele, ao contrário, não renunciará porque “foi eleito democraticamente”. Andrade ainda reiterou que qualquer infidelidade no período eleitoral poderá ser penalizada até mesmo com a expulsão da legenda. O MDB tem quatro secretarias no governo Pimentel: Saúde, Agricultura, Cultura e Cidades e Integração Regional.
Após a convenção, o MDB somente não lança candidato próprio caso não apareçam nomes interessados no pleito. A realização de prévias está prevista no partido 109 do Estatuto do partido.
Em discurso inflamado aos participantes, Antônio Andrade fez questão de dizer que foi “expulso” do governo e nos próximos dias vai transferir seu gabinete para a sede do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG). “Não podemos comungar com o que está aí hoje. No nosso governo os prefeitos não terão os recursos retidos, o funcionalismo não receberá o salário parcelado. Tudo isso me deixou a reboque do atual governo”, discursou Antônio Andrade.
*Com informações do Estado de Minas