Pela primeira vez em anos, os vereadores derrubaram um pedido de vistas feito por um colega em plenário e, por consequência, votaram o Projeto de Emenda à Lei Orgânica do Município 08/14. A matéria, cujo primeiro signatário é o vereador João Gilberto Ripposati (PSDB), dispõe sobre a vigência da Mesa Diretora da Casa, que passará a ser de dois anos, a partir de 2015, ou seja, ainda na atual legislatura.
“Hoje somos obrigados alterar o que foi decidido na legislatura anterior, por força judicial, visto que, através de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, teremos que cumprir a decisão”, diz trecho da justificativa do projeto, que na prática altera o inciso II e revoga §3º ao Artigo 57 da Lei Orgânica Municipal. Conforme Ripposati, o mandato de dois anos é melhor tanto administrativamente quanto em termos de economia para a Casa.
A matéria foi aprovada com um voto contrário, do vereador Cléber Cabeludo (Pros), mesmo autor do pedido de vistas que foi rejeitado pela maioria dos colegas: o próprio Ripposati, o líder e o vice-líder, respectivamente, Luiz Dutra (SDD) e Kaká Se Liga (PSL); Marcelo Borjão (DEM); Denise da Supra e Samuel Pereira (ambos do PR); Elmar Goulart e China (SDD), e Ismar Marão (PSB).
Cléber reitera que é favorável à vigência anual das mesas diretoras, a cada legislatura de quatro anos, e explica que pediu vistas porque a matéria foi incluída de urgência na pauta da sessão desta quarta-feira. Ele também disse que votou contra porque não é adepto do “voto de fileirinha, aquele que vai com a maioria. Não que os colegas tenham votado de fileirinha, mas não vejo ganho”. Para Ripposati, os vereadores rejeitaram o pedido porque o texto já era de conhecimento de todos, ou seja, em sua opinião, o assunto já estava esgotado.