A convenção do PT foi marcada pelo protesto de vários filiados em nível local contra a decisão das executivas nacional e estadual
A convenção do Partido dos Trabalhadores (PT) foi marcada pelo protesto de vários filiados em nível local contra a decisão das executivas nacional e estadual que determinou o apoio do PT à candidatura majoritária do Partido Progressista (PP) de Anderson Adauto e Angela Mairink. Apesar da insatisfação, os pré-candidatos a vereador mantiveram a disposição de concorrer às vagas na Câmara Municipal.
Representante da executiva estadual do PT, Patrícia Melo apresentou um comunicado da direção nacional, que determinou ao partido em Uberaba apoiar a candidatura lançada pelo PP. Muitos participantes da convenção disseram que a determinação contraria o espírito democrático que sempre foi uma marca do partido. A reclamação é que o PP foi um dos partidos que votaram pelo processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). No entendimento desses filiados, apoiar o PP seria o mesmo que apoiar o “golpe para tirar Dilma da Presidência da República”.
Melo justificou que uma resolução do PT determina que, em cidades acima de 100 mil habitantes, cabe è executiva nacional decidir sobre a política de alianças. Para ela, apoiar o PP em Uberaba não é apoiar o golpe contra Dilma Rousseff. “O companheiro Anderson Adauto, posso chamá-lo assim, sempre implementou as políticas públicas do PT em seu governo. Ele sempre caminhou com o PT, ele não trabalhou pelo golpe. Temos muita tranquilidade em relação a essa aliança”, justificou Patrícia Melo.