POLÍTICA

Minas cria movimento em favor do gasoduto e planta de amônia

Segundo Piau, o Estado de São Paulo é um concorrente forte e somente Uberaba não seria suficiente para combater as articulações que buscam levar a fábrica para Ribeirão Preto

Gisele Barcelos
Publicado em 16/05/2013 às 00:49Atualizado em 19/12/2022 às 13:03
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Para conter a empreitada paulista em torno dos investimentos da Petrobras, o prefeito Paulo Piau (PMDB) uniu forças com o governo estadual para lançar o “Movimento Mineiro em favor do Gasoduto e da Planta de Amônia”. A parceria foi acertada ontem em Belo Horizonte, durante reunião com a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Dorothea Werneck. Segundo Piau, o Estado de São Paulo é um concorrente forte e somente Uberaba não seria suficiente para combater as articulações paulistas que buscam levar a fábrica de amônia para Ribeirão Preto (SP). “Precisamos envolver Minas nessa briga, senão ficamos fracos para enfrentar São Paulo”, argumenta.   A criação do movimento mineiro foi articulada ontem em parceria com a secretária estadual e também com o diretor de Gestão Empresarial da Cemig, Marco Antonio Rodrigues da Cunha, e o vice-presidente do Instituto de Desenvolvimento de Minas Gerais (Indi), Maurício Cecílio.    Segundo Piau, a proposta é agregar a Prefeitura, o Estado, as entidades classistas e as lideranças políticas mineiras para abrir um diálogo entre a Cemig, Gasmig, Petrobras e o Ministério de Minas e Energia. O objetivo é reforçar a viabilidade técnica do empreendimento no Estado e esclarecer as dúvidas levantadas por causa da movimentação paulista. “Vamos juntar todos esses atores para avançar e clarear o que está acontecendo. Assim, evitamos surpresas lá na frente. O processo para consolidar os investimentos em Uberaba caminha bem, mas não podemos acomodar”, salienta, garantindo que outra reunião está agendada no início de junho para dar continuidade à mobilização.   As articulações paulistas em torno da fábrica de amônia começaram em 2010 por meio do vereador de Ribeirão Preto, Maurílio Romano (PP). O parlamentar enviou correspondência à presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, e ao então ministro da Agricultura, Wagner Rossi, pedindo a inclusão da cidade paulista nos estudos voltados para a construção de Unidade de Fertilizantes Nitrogenados V. Um dos argumentos utilizados seria o fato de o gasoduto passar por Ribeirão antes de chegar ao Triângulo Mineiro.

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