POLÍTICA

Ministério Público entra no caso

O promotor José Carlos Fernandes Júnior abriu inquérito para investigar eventual ato de improbidade administrativa

Gislene Martins
gislene@jmonline.com.br
Publicado em 03/08/2018 às 10:18Atualizado em 20/12/2022 às 13:45
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Reação imediata do Ministério Público Estadual a partir das denúncias de exigência indevida de salário de funcionários da Câmara Municipal pelo vereador Jorge Ferreira da Cruz Filho. A partir do que viu publicado nos jornais, o promotor José Carlos Fernandes Júnior abriu inquérito para investigar eventual ato de improbidade administrativa.

Ontem mesmo o titular da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público baixou portaria de abertura da investigação. Imediatamente, fez várias requisições. Do presidente da Câmara Municipal de Uberaba ele espera, em cinco dias, que Lourival dos Santos encaminhe àquela Promotoria de Justiça cópia de denúncias protocoladas de autoria de servidores daquela Casa contra o vereador Jorge.

A presidência do Legislativo deve informar ainda a qualificação completa do vereador Jorge, bem como de todos os servidores públicos lotados naquele gabinete, no período de 1º de janeiro até a presente data. Fernandes pede ainda que a Câmara Municipal lhe forneça cópia do termo de posse do vereador investigado, bem como dos atos de nomeações eventuais e exonerações dos servidores lotados em seu gabinete durante o período já citado. Quer também os comprovantes de salários mensais dos mesmos e até dos acertos de verbas rescisórias dos servidores já dispensados.

Uma segunda requisição tem como destino uma emissora de rádio. Junto a Difusora FM, o promotor solicita gravação do programa em que foi apresentada entrevista incriminando o vereador. No caso, Gleibe Terra Júnior teria dado a entender que não teria sido nomeado chefe-de-gabinete do vereador investigado por discordar de proposta imoral relacionada ao salário que receberia.

Ao final da investigação do MP, em se confirmando que o vereador estaria fazendo exigência indevida quanto ao salário dos funcionários, em benefício próprio, Fernandes deverá acionar o Judiciário, com processo pedindo punição por ato de improbidade administrativa.

Outro lado. A reportagem não teve contato com o vereador Jorge Ferreira, mas ouviu o advogado Jacob Estevam. Este falou em nome do vereador, explicando que sua manifestação era na condição de tesoureiro e advogado do PMN. Estevam diz que os acontecimentos não passam de um complô armado contra o vereador de seu partido.

O pivô, garante, seria o vereador cassado Paulo Pires (PSDB). Ainda de acordo com o advogado, Pires seria o inimigo número 1 do PMN, em razão de o partido ter pleiteado sua cassação na Câmara Municipal logo após as eleições de outubro último. Ele revelou que uma das pessoas que agora acusam o vereador teria sido chefe-de-gabinete do vereador tucano.

Após afirmar que Jorge Ferreira está tranquilo em razão de não dever nada, Estevam garantiu que o vereador está sendo vítima de “injustiça muito grande, pois não cometeu crime algum, como ficará provado ao final”.

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