POLÍTICA

Ministro da Agricultura defende as reformas trabalhista e Previdência

Blairo Maggi aproveitou o discurso na abertura da ABCZ para defender as reformas propostas na lei trabalhista e no sistema previdenciário

Gisele Barcelos
Publicado em 30/04/2017 às 19:20Atualizado em 16/12/2022 às 13:40
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Sandro Neves

Após série de protestos e manifestações contra o governo Michel Temer (PMDB) na sexta-feira (28), o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, aproveitou o discurso na abertura da ABCZ para defender as reformas propostas na lei trabalhista e no sistema previdenciário.

Maggi enfatizou que as mudanças são necessárias para o futuro do país e cobrou o suporte do setor rural para consolidar as reformas. “Sem reforma, nós sabemos que o nosso futuro é quebrar. Um país sem viabilidade econômica, com juros altíssimos e inflação alta. Se quisermos ter um país minimamente programado, não podemos nos esconder. É preciso apoiar a política que está sendo feita”, declarou.

O ministro ainda ressaltou que o governo está preparado para enfrentar os grupos contrários às propostas, argumentando que reformas possuem embasamento técnico e não são propostas ideológicas. “Não é uma política inventada só porque a plataforma política do governo Temer é diferente ou a ideologia é diferente. Isso não se trata de ideologia. Se trata de algo prático e que, se não for feito, todos nós pagaremos um preço extremamente caro”, disse.

Ainda no pronunciamento, o ministro manifestou que uma solução está sendo trabalhada para facilitar o pagamento retroativo de valores não recolhidos ao Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural). Decisão do Supremo Tribunal Federal confirmou a constitucionalidade da cobrança, porém muitos produtores não recolheram os recursos à época.

Para Maggi, a situação é preocupante porque a produção pode ser comprometida para o acerto do passivo referente ao fundo. Por isso, ele adianta que um programa de refinanciamento em longo prazo está em análise para permitir a quitação do débito. Segundo o ministro, o Refis seria proposto inicialmente por uma medida provisória, mas a questão é complexa e precisa ser melhor avaliada antes de uma resposta final.

Além disso, o ministro considerou que o modelo em vigor do Funrural é ineficiente e deve passar por alterações na esteira da reforma da Previdência. Questionado por jornalistas, ele negou que a abertura do refinanciamento referente ao fundo esteja condicionada com o apoio dos parlamentares à reforma previdenciária. “Não está vinculada uma coisa a outra”, sentenciou. Maggi também adiantou que alternativas estão sendo buscadas no próximo Plano Safra para garantir a preservação da renda do produtor rural. Segundo ele, a redução de juros é um dos pontos em análise pelo governo.

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