Antonio Cunha/CB/D.A Press
O general Joaquim Silva e Luna, ministro da Defesa, afirmou nesta sexta-feira (21) que as Forças Armadas terão participação nas eleições 2018 exclusivamente voltada para garantir que a votação transcorra em clima de normalidade, conforme assegura a Constituição. O general garantiu que os militares não vão interferir no processo político sem questionar o resultado da votação, seja ele qual for.
“A Bíblia das Forças Armadas é a Constituição Federal, o Artigo 142 e as Leis Complementares. Fora desse caminho não há trilha, não há caminhada jamais. Não há risco nenhum de as Forças Armadas aceitarem ou deixarem de aceitar aquilo que é legal. Nós temos mais é que garantir as instituições funcionando em condições normais e quando solicitados garantir a lei e a ordem”, disse o ministro.
Em entrevista ao Estadão no último dia 9, o general Eduardo Villas Bôas, comandante do Exército, levantou a hipótese de o governo eleito ter sua legitimidade questionada. A fala foi interpretada por partidos de oposição como uma ameaça à democracia. Segundo o ministro, no entanto, o general foi mal interpretado.
*Com informações do Estado de Minas