Defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva impetrou na noite de ontem (5) novo pedido de habeas corpus para tentar livrá-lo da prisão, dessa vez no Superior Tribunal de Justiça. A sexta-feira amanheceu na expectativa sobre a decisão do ministro Félix Fischer, relator da Lava-Jato na Corte, que recebeu o pedido nesta manhã. Contudo, Sepúlveda Pertence, um dos advogados do ex-presidente, disse à GloboNews que Fischer negou o pedido liminar (provisório).
Nova manobra da defesa é junto à ONU. Os advogados de defesa do petista afirmaram ao G1 que protocolaram junto ao Comitê de Direitos Humanos das Nações Unidas, em Genebra, na Suíça, uma medida cautelar com um pedido de liminar para que o governo brasileiro impeça a prisão de Lula até o exaurimento de todos os recursos jurídicos. Em nota, os advogados apontam que a estreita margem da decisão proferida pelo STF aponta a necessidade de um “tribunal independente examinar se a presunção de inocência foi violada no caso de Lula, como também as alegações sobre as condutas tendenciosas do juiz Sérgio Moro e dos desembargadores contra o ex-presidente”.
Entrega. À Folha de S. Paulo, o ex-presidente afirmou nesta manhã que não vai se entregar à Polícia Federal em Curitiba, conforme determinou o juiz Sérgio Moro. Ele passou a noite Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo (SP), em companhia dos filhos, amigos e dirigentes do partido, e lá pretende ficar durante o dia, em reunião. Segundo a Folha, a dúvida é se ele vai se entregar à PF em São Paulo ou se vai esperar ser preso na sede do sindicado, onde militantes pretendem montar um corredor humano em volta do petista.
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