Nomeação de Afif Domingos (PSD) para integrar a equipe ministerial do governo petista gerou protesto de deputados federais pertencentes à bancada do partido. Apesar dos rumores sobre o apoio do PSD à campanha de reeleição da presidente Dilma Roussef (PT), 47 parlamentares da bancada do partido assinaram moção contestando que a indicação do vice-governador de São Paulo represente o posicionamento da sigla para 2014.
Vice-líder do PSD na Câmara Federal, o deputado Marcos Montes conta que a reação da bancada foi imediata e os 47 parlamentares já se movimentaram na semana passada para aprovar moção contrária à nomeação de Afif. MM admite que existe uma tendência muito forte para a legenda caminhar com Dilma, porém defende que a indicação não é o critério que definirá os rumos do partido em 2014. “A nomeação não representa o partido. Foi uma escolha pessoal por causa da relação que ele tem com a presidente. Queremos manter nossa independência”, pondera.
As lideranças do partido e o próprio Marcos Montes estudam a possibilidade de aliança em torno da candidatura do senador Aécio Neves (PSDB). Segundo MM, a direção nacional da sigla está consultando os estados para acertar qual será o caminho nas eleições de 2014 e o processo em Minas ainda não foi consolidado. “Por isso, estou trabalhando para que na consulta em Minas seja feita opção por Aécio”, acrescenta.
Caso os mineiros não optem pela candidatura tucana, Montes nega a intenção de trocar o PSD. Já existem especulações de bastidores sobre um possível voo do deputado para o Mobilização Democrática, nova sigla criada pela fusão entre o PPS e o PMN. Desta forma, MM não correria o risco de perder o mandato por infidelidade partidária. O parlamentar descarta a existência de qualquer manobra nesse sentid “Não vou ficar saltando de partidos. Vou tentar fazer prevalecer minhas ideias e posicionamentos dentro do grupo que estou. Mas não saio do PSD”. (GB)