Recém-chegado de uma expedição à região gelada da Antártica, o deputado federal Marcos Montes (DEM) declarou que a viagem foi fundamental para ampliar os conhecimentos sobre as condições climáticas da Terra. Ele voltou impressionado ao ver o empenho de pesquisadores mal remunerados que suportam até 87 graus negativos no inverno para o bem-estar da humanidade.
O deputado embarcou na quinta-feira passada (15) com mais onze deputados e dois senadores, a convite da Marinha brasileira. Foram doze horas de viagem. Em Pelotas, no Rio Grande do Sul, a missão recebeu roupas especiais para suportar a temperatura de zero grau. Seguiram para a Argentina, onde reabasteceram o avião da FAB e, durante três dias, visitaram as bases de Puntarena, no Chile, e a estrutura brasileira instalada na Antártica. Parte do trajeto foi realizada em navio brasileiro.
Em entrevista ao Jornal da Manhã, o deputado Marcos Montes, afirmou ter observado tudo ao seu redor. As formações de gelo, a vida dos pássaros e animais, em especial as baleias, bem como a dedicação de estudiosos de vários segmentos, homens e mulheres. “Lá está o registro de toda a história do mundo com relação ao clima. Só ali é possível ter estes registros. Aquela região é o refrigerador do mundo”, afirmou MM, considerando que os registros históricos e os estudos atuais podem acenar sobre o que as gerações futuras poderão esperar, principalmente sobre a camada de ozônio e o degelo.
Os pesquisadores, segundo o deputado, falam muito da Amazônia, no tocante ao clima, e na Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) quando o assunto é Brasil. O grupo de políticos brasileiros voltou com o firme propósito de buscar condições para melhorar o trabalho da Marinha e da Aeronáutica, que exercem um extenuante e árduo trabalho na Antártica.