Montes entende que se o presidenciável tucano não mostrar melhoria no desempenho em Minas, ele pode se juntar ao candidato do PSL contra o PT
Jairo Chagas
Ontem, o candidato a vice-governador Marcos Montes realizou uma roda de conversas com jornalistas e lideranças políticas
Candidato a vice-governador na chapa do tucano Antonio Anastasia, Marcos Montes (PSD) não vê problema em alinhamento com Jair Bolsonaro (PSL) no futuro, caso o presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) não demonstre crescimento na corrida eleitoral.
Alckmin apresentou leve reação desde as primeiras pesquisas, mas não ultrapassou a casa dos 9% das intenções de voto e até então não aparece entre os mais cotados para a disputa em segundo turno.
Montes afirma que a escolha inicial foi o apoio ao ex-governador tucano de São Paulo, mas ressalta que não haveria dificuldade em uma aliança em torno de Bolsonaro em Minas Gerais. Ele ressalta que as duas alternativas representam projetos contrários ao PT. Por isso, a migração não seria incoerente. “Se o meu candidato inicial [Alckmin] não tem chance de alavancar para o segundo turno, eu recomendo que possamos todos dar as mãos e alavancar o Bolsonaro”, manifesta.
Quanto à sucessão estadual, MM afirma que a expectativa é buscar um resultado já no primeiro turno em Minas Gerais. As últimas pesquisas apontam Anastasia com cerca de 33% das intenções de voto, contra 22% de Fernando Pimentel. “A pontuação já nos aproxima de resolver em primeiro turno. A estimativa é que tenhamos 46% dos votos válidos, precisamos de uma arrancada final até 7 de outubro para buscar mais cinco pontos”, pondera.
No entanto, o candidato a vice avalia que o crescimento de Romeu Zema (Novo) pode comprometer a estratégia. Na última pesquisa Ibope, o empresário de Araxá alcançou a casa de 7% e foi o terceiro na preferência do eleitorado. “É uma pessoa de valor, mas pode nos jogar situação de segundo turno e que não é boa para ninguém”, finaliza. Piau não teme represálias do MDB por apoiar o candidato tucano
O prefeito Paulo Piau (MDB) não teme retaliação e risco de expulsão do partido por apoio ao tucano Antonio Anastasia na disputa ao governo de Minas, em detrimento do nome próprio do MDB, Adalclever Lopes. O candidato do MDB esteve em Uberaba no fim de semana, mas não se encontrou com Piau durante a passagem pela cidade.
A punição por infidelidade foi cogitada por Adalclever para o grupo de prefeitos que anunciaram apoio ao tucano, junto com o ex-presidente do MDB, Antônio Andrade. No entanto, o candidato ressaltou que qualquer medida cabe à comissão de ética da sigla.
Declarando não ter relação com o candidato do MDB, Piau teceu várias críticas ao atual presidente da Assembleia Legislativa e argumentou que Adalclever foi conivente com as irresponsabilidades do governador Fernando Pimentel, sem contestar os atrasos nos repasses que afetam a situação financeira os municípios. “Fez essa apologia ao atual governo o tempo todo. Não concordo com isso. O Parlamento tem que contestar o que não é bom para o Estado, independentemente de cor partidária”, contestou.
Quanto à possível represália por infidelidade, o prefeito justificou que a questão é relativa porque as posições do partido divergem no âmbito federal e estadual. Piau afirmou também não ter planos, no momento, de trocar de sigla, mas disse estar pronto para buscar outra legenda em caso de expulsão. “Se for expulso, que seja. Não estou preocupado com isso. Alguém vai me abrigar com certeza”, encerrou.