Dinheiro deveria ter sido liberado no dia 17, mas até agora não foi feito o depósito e ainda não há previsão para que ele ocorra
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Em julho os profissionais realizaram manifestação e até ameaçaram paralisar o serviço se a situação não fosse normalizada
Motoristas responsáveis pelo transporte escolar na zona rural denunciam atraso no pagamento pelo serviço prestado no último mês. O dinheiro deveria ter sido liberado no dia 17 de setembro, mas até agora o depósito não ocorreu e a Prefeitura não deu previsão para regularizar a situação.
Em denúncia feita ao Jornal da Manhã, os motoristas relataram que o pagamento é depositado até o décimo dia útil, mas, devido ao atraso, os profissionais não tiveram condições de pagar parcelas de financiamento de veículos e nem para cobrir as despesas para abastecimento, o que pode começar a trazer complicações para a continuidade do transporte dos alunos da zona rural. Apesar de diversas cobranças, a categoria posicionou que a administração municipal não apresentou previsão para efetuar o pagamento em atraso.
Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa da Prefeitura informou que o problema ocorreu devido aos atrasos nos repasses do Estado. A Secretaria Municipal de Educação manifestou que aguarda um posicionamento da área financeira da Prefeitura esta semana para verificar se já existe disponibilidade em caixa para quitar o valor.
Ainda conforme a pasta, o montante para pagamento dos motoristas é de R$1.238.759,40. Já houve a autorização do empenho para a liberação dos recursos, mas, até ontem, ainda não havia data específica para o depósito efetivo da verba.
Esta não é a primeira vez que ocorrem atrasos no pagamento dos motoristas do transporte escolar. Em julho, os profissionais realizaram manifestação e até ameaçaram paralisar o serviço se a situação não fosse normalizada. Prefeitura justificou na época que o Estado não efetuou os repasses previstos e o fluxo de caixa ficou comprometido.