POLÍTICA

Motoristas suspendem decisão de greve após promessa de vacinas

Em assembleia realizada durante o dia de ontem, categoria aprovou a deflagração de greve para pressionar a Prefeitura

Gisele Barcelos
Publicado em 06/05/2021 às 20:53Atualizado em 18/12/2022 às 13:35
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Foto/Jairo Chagas

Motoristas do transporte coletivo receberão na próxima semana a vacina contra a H1N1 e depois de 15 dias a da Covid, segundo promessa da prefeita

Em assembleia realizada ontem, motoristas do transporte coletivo aprovaram greve para pressionar Prefeitura a incluir a categoria entre os grupos prioritários de vacinação contra a Covid-19. No entanto, a deflagração do movimento foi suspensa após reunião com a prefeita Elisa Araújo (Solidariedade), que firmou compromisso para a imunização da categoria até o fim do mês de maio.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Transporte Coletivo Urbano de Passageiros (Sintracol), Roberto Alexandre Vieira, 99% da categoria se manifestou a favor da paralisação das atividades, mas a notificação das empresas de ônibus nem chegou a ser feita, porque a prefeita chamou os sindicalistas para uma reunião de emergência, no fim da tarde de ontem.

Na conversa, a chefe do Executivo apresentou um cronograma para o início da vacinação dos motoristas. O presidente do Sintracol explica que o calendário começa na segunda-feira (10), com a testagem em massa dos trabalhadores do transporte coletivo e a aplicação da vacina contra a Influenza. Depois, a categoria receberia também a dose para imunização contra a Covid-19.

Conforme o sindicalista, a prefeita reforçou que é necessário um intervalo mínimo de 15 dias entre as aplicações das vacinas da Influenza e da Covid. Desta forma, o compromisso seria o início do esquema de imunização contra o coronavírus na última semana de maio.

O líder sindical afirma que o cronograma foi formalizado por meio de ofício assinado pela chefe do Executivo. “Diante de tudo isso e do compromisso feito com a categoria, vamos suspender a greve”, declara.

No entanto, Vieira posiciona que a paralisação será deflagrada se a Prefeitura não cumprir o calendário proposto na reunião. Com a assembleia já realizada com a categoria, ele salienta que será necessário apenas fazer a notificação das empresas para começar o movimento. “Se [o governo municipal] descumprir o compromisso, a greve vai ser realizada”, manifesta.

A reportagem do Jornal da Manhã solicitou posicionamento da Prefeitura Municipal, mas até o fechamento desta edição não houve resposta.

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