Superintendente de Transporte Coletivo, Claudinei Nunes, tentou rebater a denúncia e afirmou que existe fiscalização
Encontro com o prefeito ontem foi também oportunidade para levantar problemas do transporte público em Uberaba. O movimento denunciou o acúmulo da função de motorista e cobrador. A prática é proibida em teoria, mas, conforme os usuários, ainda utilizada pelas empresas de ônibus. O superintendente de Transporte Coletivo, Claudinei Nunes, tentou rebater a denúncia e afirmou que existe fiscalização para coibir a prática da dupla função. Porém, os manifestantes citaram nominalmente linhas em que a situação foi observada por passageiros. O problema envolveria linhas com grande fluxo, como Valim de Melo, Gameleiras e Residencial 2000. “O salário do cobrador entra na planilha de custo das empresas, mas observamos o motorista exercer dupla função. Além de ferir os direitos trabalhistas, ainda gera atrasos no itinerário”, contestou a universitária Bárbara Ferreira, encabeçando uma enxurrada de críticas dos demais presentes. Com isso, Nunes se comprometeu a intensificar a fiscalização e pediu aos usuários para formalizarem as reclamações ao departamento. “Temos 140 ônibus em circulação. Então, é importante que os usuários também sejam nossos fiscais. Basta oficializar denúncia com o número do carro e o horário, para autuarmos as empresas”, justificou. A afirmação, entretanto, levantou mais reclamações. Os manifestantes alegaram dificuldade para fazer contato no departamento, pois apenas uma linha telefônica é disponibilizada para receber as denúncias da população. O prefeito Paulo Piau (PMDB) garantiu a instalação de mais um telefone nos próximos 10 dias e também informou que será analisada a criação de um 0800. Outras demandas. A superlotação dos ônibus em horários de pico, a falta de acessibilidade nos veículos e o atraso nas obras dos terminais de ônibus foram outras situações criticadas. Quanto à implantação do sistema BRT, o superintendente de Transporte Coletivo, Claudinei Nunes, admitiu que a obra ficou paralisada por questões judiciais referentes à área e depois por problemas no material utilizado pela construtora. No entanto, o superintendente anunciou que as questões já foram solucionadas. De acordo com Nunes, nova ordem de serviço foi emitida para reiniciar os trabalhos esta semana.