Projeto de reestruturação da rede deverá ser finalizado ainda nesta semana pela equipe da Secretaria Municipal de Saúde. Conforme o titular da pasta, Valdemar Hial, o número de médicos plantonistas que prestam serviços nas Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) será reduzido pela metade, de 160 para 80 profissionais. Entretanto, tal mudança prevê também aumento nos salários dos médicos. “O corte não inclui os plantonistas do Samu, que continuam em 14”, reforçou. De acordo com Hial, serão instituídas três cargas horárias semanais: 24h nas UPAs, 20h para especialistas e 40h para o Programa de Saúde da Família (PSF). Quanto aos salários, quem estiver nos plantões de 24h poderá receber R$ 4.100,00, com adicionais de produtividade. Na jornada de 20h, a remuneração pode chegar a R$ 3.100,00, com os adicionais e, no PSF, o valor pode ser em torno dos R$ 5.100,00. Os números não incluem o tíquete-alimentação. Ainda está em estudo a criação de turno de 12h, com salário reduzido em torno de 50%, mas a quarta opção não está confirmada. Segundo o titular da Saúde, as contratações serão feitas por meio de processo seletivo e há possibilidade de renovar o quadro, pois os salários são mais atrativos para a categoria. Hial assegura, ainda, que está em conversa com entidades classistas da área médica para elaborar a proposta. O secretário estima que a rede possui hoje 330 médicos e, após a reestruturação, o quadro deverá ser de 245. Ele também salienta que o projeto prevê alterações em relação aos dentistas, enfermeiros e outros profissionais da rede, mas afirma que os detalhes ainda estão em análise. A proposta final a ser encaminhada à Câmara Municipal deverá ser apresentada à imprensa em breve. Já o vice-prefeito Paulo Mesquita defende que a meta não é reduzir e, sim, criar condições para pagar melhor os profissionais que cumprirem corretamente a carga horária. “Há vários médicos e, evidentemente, aqueles que não trabalham e não cumprem o dever, não serão agraciados”, argumentou.
Sobre as denúncias referentes a problemas na distribuição de remédios da farmácia básica, Mesquita ponderou que praticamente nada está em falta no estoque e justificou que, quando acontece, a falha não é da Prefeitura, e sim de itens em falta junto aos fornecedores. Ele salientou que é necessário ter alguém que conheça os medicamentos, o nome científico e base farmacológica, para ter alternativas na hora da compra, como os genéricos que custam mais barato e produzem o mesmo efeito.