Prefeitura inicia preparativos para extinguir a Fundação Municipal de Ensino Superior (Fumesu). A entidade está inativa desde 2009
Prefeitura inicia preparativos para extinguir a Fundação Municipal de Ensino Superior (Fumesu). A entidade está inativa desde 2009, quando os cursos do Cesube foram transferidos para a Faculdade de Ciências Econômicas do Triângulo Mineiro (FCETM). Apesar de inoperante, a fundação ainda representa custos à administração devido a ações trabalhistas. Só este ano a PMU já desembolsou quase R$75 mil para pagar indenizações a ex-funcionários. O secretário municipal de Governo, Wellington Cardoso Ramos, explica que os procedimentos para extinção da Fumesu começaram em maio, inclusive com a nomeação de profissional para gerenciar o processo. No primeiro momento, o trabalho foi elaborar a prestação de contas de 2012 para envio ao Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE/MG). A partir de agora, o foco está na organização dos documentos da fundação e nos trâmites para abertura de licitação para contratar auditoria que fará levantamento final nas contas e demais questões administrativas. “A realização da auditoria é obrigatória e foi determinada em 2009. É uma medida para pôr um ponto final de forma transparente e evitar surpresas adiante, pois não sabemos qual é a dívida existente e nem o histórico da situação trabalhista”, pondera. Balanço parcial aponta que este ano a Prefeitura desembolsou R$74.753,54 com ações trabalhistas. O montante se refere apenas a valores descontados em folha e não repassados à Previdência. Conforme o secretário, somente os pagamentos ordenados por via judicial estão sendo feitos, pois o município desconhece as pendências deixadas pela fundação. Em 2012, a Prefeitura chegou a realizar licitação para contratar empresa responsável pela auditoria na Fumesu. No entanto, o processo foi interrompido. O titular de Governo informa que estão sendo tomadas as providências para revogação do ato anterior e abertura de nova concorrência.