Nova gestão deve herdar R$28,6 milhões em dívidas de curto prazo do atual governo. O número foi apresentado ontem, durante apresentação do relatório financeiro entregue para a equipe de transição da prefeita eleita, Elisa Araújo (Solidariedade).
O secretário municipal de Fazenda, Jorge Macedo, explicou que o montante da dívida de curto prazo é referente a uma parte da folha de pagamento, pagamentos de fornecedores e despesas de custeio em geral, como contas de energia e serviços de limpeza urbana.
Questionado, o titular da pasta afirma que a atual administração pretende deixar uma parte dos recursos em caixa para quitar as pendências que vencem em janeiro. No entanto, ele posicionou que ainda não há condições de especificar o valor que será deixado nos cofres municipais para sanar a dívida de curto prazo porque depende do comportamento das receitas nos próximos dias.
Além disso, o secretário avaliou que, diante do quadro adverso da economia atual, a dívida de curto prazo deixada para a nova gestão tem um valor administrável. “Tendo em vista o crescimento da receita e a capacidade de gestão das despesas do Município, a diferença traz a dívida real para um patamar exequível em curto prazo, sem qualquer influência no caixa”, disse, justificando que o valor é menor do que os R$45,5 milhões herdados pelo atual governo em 2013 do antecessor Anderson Adauto.
Em relação ao orçamento deste ano, Macedo afirma que mais de 85% do total de R$1,522 bilhão deve ser efetivamente realizado. Ele estima que o valor executado deverá ultrapassar R$1,3 bilhão. “Foi um orçamento bem consistente com a realidade do Município. Essa diferença, no entanto, se deveu a perspectivas de novos convênios, parcerias, conclusão de operações de crédito, que embora contratada o recurso chega somente em 2021”, concluiu.
Longo prazo. No que se refere à dívida de longo prazo, o relatório aponta que houve um crescimento. Em 2012, o montante era de R$282,6 milhões e agora chegou a R$489,7 milhões devido à contratação de financiamentos. No entanto, o secretário ressaltou que o valor será equacionado em prazo de 30 anos.
Macedo posicionou que a contratação de empréstimos foi necessária porque a União, o Estado e o Município não têm mais capacidade de investimento com recursos próprios. Por isso, a necessidade de recorrer a operações de crédito para implantação de escolas, unidades de saúde e outras obras de infraestrutura.