Anúncio do 1º escalão deve ser feito de forma escalonada, sendo a primeira nos próximos dias e segunda etapa após a posse.
As especulações em torno do segundo mandato do prefeito Anderson Adauto não param. Após ter anunciado que faria a divulgação de seu novo secretariado depois do dia 20 dezembro, o prefeito pode definir seu primeiro escalão em duas etapas.
Apesar de ter tornado público que a mudança atingirá a maioria do primeiro escalão, o anúncio deve ser feito de forma escalonada, sendo a primeira nos próximos dias e segunda etapa após a posse. Os presidentes de partidos questionados sobre esta possibilidade não quiseram responder, alegando que o tema “secretariado é de responsabilidade do prefeito, sendo ele o único que pode se posicionar”. No entanto, nenhum refutou a especulação.
Despedida. Ainda ontem as informações que circulavam nos bastidores davam conta de que o nome de Rodrigo Franco, até estes dias cotado para a Secretaria de Esporte, não vai vingar por questões partidárias. Nome como o de Teresinha Cartafina (PSDB) para a Secretaria de Desenvolvimento Social voltou a circular e há quem garanta que AA e o deputado federal Narcio Rodrigues (PSDB) já fecharam a negociação. A ex-vereadora tem mantido a discrição e não confirma a sondagem.
Na Prefeitura também o clima é de desconforto. Secretários como José Vandir (Educação) e Luiz Barbieri (Meio Ambiente) cumprem agenda normal, mas, para os observadores, em clima de despedida. O chefe-de-gabinete Toninho de Oliveira, também presidente do PR, por outro lado, está em clima de festa. Ele não confirmou onde atuará no próximo mandato, mas é certo que será utilizado em uma área estratégica.
Calmante. Ontem, o prefeito estava em Brasília, mas esta semana deve se reunir mais uma vez com os partidos políticos da base. Anderson, de acordo com as informações, também será chamado para acalmar os ânimos dos vereadores eleitos da situação após o anúncio de várias candidaturas à presidência da Câmara. Inclusive em relação à escolha do PMDB, que traz Cléber Cabeludo (PMDB) como candidato oficial, em detrimento do ex-presidente e vereador reeleito Tony Carlos (PMDB), que mesmo sem o apoio do partido continua candidato.
Há quem diga que a falta de consenso, se permanecer, será um prato cheio para quem corre por fora, como o atual presidente da CMU, Lourival dos Santos (PCdoB), e mesmo para algum vereador eleito da oposição, como Itamar Ribeiro de Rezende (DEM). Em conversa com a reportagem, recentemente, o próprio prefeito externou preocupação com a falta de consenso do PMDB. Resta saber agora como ele vai lidar com este mesmo problema na base aliada como um todo.