POLÍTICA

Ocupação de leitos de UTI faz Estado cogitar lockdown em algumas cidades

Gisele Barcelos
Publicado em 19/06/2020 às 21:07Atualizado em 18/12/2022 às 07:13
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Foto/Alexandre Scotti/SES-MG

Secretário-adjunto Marcelo Cabral, acompanhado do chefe de gabinete João Pinho, frisou a importância da adesão dos municípios ao “Minas Consciente”

Com quase 90% dos leitos de UTI ocupados, o governo de Minas Gerais anunciou ontem que trabalha em protocolo de lockdown para municípios mineiros. Em entrevista coletiva, o chefe de gabinete da Secretaria Estadual de Saúde, João Pinho, declarou que o fechamento total não seria para o Estado inteiro, mas apenas para algumas cidades específicas que demonstraram descontrole no combate ao coronavírus. Ele não adiantou que localidades poderiam ser atingidas pela medida num primeiro momento.

Na entrevista, o chefe de gabinete ressalta que a curva de casos no Estado caminha para o pico da pandemia e é preciso ter estratégias de emergência para conter o avanço da doença, se necessário. “Há cerca de dez dias começamos a criação do protocolo para lockdown. Esperamos não usar. Não é para o Estado todo, mas estamos desenvolvendo, junto com a polícia, a Defesa Civil e os bombeiros, o que deveria acontecer caso houvesse necessidade de restringir atividades e o nosso ir e vir de forma mais efetiva do que a primeira etapa do programa Minas Consciente [plano de retomada gradual da economia]”, disse.

A primeira fase do programa de retomada econômica estabelece abertura apenas das atividades essenciais. É onde se enquadra a maior parte dos municípios mineiros, inclusive Uberaba e demais cidades do Triângulo Sul. Na coletiva, o chefe do gabinete posicionou que não seria viável decretar um lockdown do Estado inteiro porque cada região apresenta um cenário diferente de disseminação do vírus. Entretanto, ele não esclareceu se o governo mineiro poderia obrigar qualquer cidade a entrar em lockdown ou se a recomendação de fechamento seria apenas para municípios que aderiram ao Minas Consciente. Uberaba não fez adesão ao programa, nem outras prefeituras do Triângulo Sul.

Pinho ainda lamentou na entrevista que nem todos os municípios do Estado tenham aderido ao plano de reabertura gradual da economia. “Infelizmente, vemos que alguns municípios não seguiram nossas orientações e fizeram suas decisões sobre flexibilização de atividades econômicas. Entendemos que é prerrogativa deles e que os municípios têm autonomia, mas alguns movimentos, infelizmente, não foram suficientes e vemos aceleração da pandemia”, argumenta.

A ocupação de leitos de UTI no Estado aumentou cerca de 16 pontos percentuais, segundo o secretário-adjunto de Saúde, Marcelo Cabral. O índice passou de cerca de 72% para 88%. Nem todos os leitos são ocupados por pacientes com suspeita ou confirmação de Covid-19. As pessoas em tratamento de coronavírus representam cerca de 10%.

 

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