POLÍTICA

Ocupação de UTIs em hospitais particulares sinaliza para colapso

Secretaria Municipal de Saúde diz que situação está sob controle, mas admite que rede particular, em alguns momentos, chega perto da superlotação

Gisele Barcelos
Publicado em 26/08/2020 às 07:02Atualizado em 18/12/2022 às 09:02
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Secretário municipal de Saúde, Iraci Neto, revela números e diz que prefeitura monitora as unidades hospitalares (Foto/Jairo Chagas)

Denúncias apontam risco de colapso em rede particular de saúde. Jornal da Manhã recebeu ontem à noite questionamentos sobre falta de vagas para pacientes com suspeita de coronavírus em UTIs tanto do Hospital São Domingos quanto no Mário Palmério Hospital Universitário.

Em resposta, o secretário municipal de Saúde, Iraci Neto, posicionou que, no momento, não há uma situação de colapso na cidade. O titular da pasta afirma que os hospitais particulares vêm sendo monitorados pela Prefeitura e houve realmente dias em que a taxa de ocupação chegou próxima ao limite, mas não é uma constante.

No caso do Hospital São Domingos, Iraci afirma que o estabelecimento tem protocolos específicos por ser da rede privada. Segundo ele, o hospital interna diretamente na UTI tanto pacientes suspeitos quanto com diagnóstico confirmado de Covid-19. Por isso, é observada uma taxa alta de ocupação. "Isso faz com que a taxa fique acima da média esperada ou até próxima do limite de 100%. Temos 22 leitos exclusivos para coronavírus no São Domingos, mantendo uma taxa média de 80% de ocupação. No fim de semana alcançou até um pouco mais", disse.

Já no Hospital Mário Palmério, o secretário afirma que o percentual de ocupação das vagas é menor. Ele salienta que há 10 leitos de UTI no estabelecimento e a taxa de ocupação oscila entre 40% e 65%.

Em relação à rede pública, o titular da Saúde manifesta que o Hospital Regional tem mantido uma taxa de ocupação confortável". Temos ainda uma gordura para atender pacientes. Até o momento, não faltou leito no SUS para nenhum paciente que precisou [...]. Além disso, apesar de termos novos casos positivos diariamente, temos também muitos pacientes recuperados", salienta.

Para Iraci, por enquanto, o município está conseguindo manter a evolução da doença sob controle e dentro da normalidade possível. No entanto, ele ressalta que é importante a população compreender que a pandemia não acabou e ainda existem regras sanitárias e de distanciamento que precisam ser obedecidas. "Se dermos passos equivocados e irresponsáveis, os números vão aumentar fora do nosso controle e capacidade de atendimento. Aí trazemos para perto a palavra que, até o momento, passou longe de Uberaba: o colapso. Isso está longe, mas sabemos que num processo de crise sanitária pode acontecer da noite para o dia", alerta.

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