Sete mandados de busca e apreensão teriam sido cumpridos, inclusive na sede da Amvale e no escritório de empresa, no bairro Boa Vista
Jairo Chagas
Sede da Amvale foi um dos locais onde foram coletados documentos e um computador pertencentes ao Convale
Ministério Público realizou ontem operação na sede da Amvale (Associação dos Municípios da Microrregião do Vale do Rio Grande). A Promotoria não revelou detalhes da ação, mas a reportagem do Jornal da Manhã conseguiu apurar que o trabalho faz parte de investigação referente a contratos de uma empresa de locação de máquinas que teria prestado serviços à Prefeitura de Uberaba.
Segundo informações coletadas pela reportagem, sete mandados de busca foram cumpridos na cidade, ontem, com apoio do Gaeco. Além da sede da Amvale, a operação também abrangeu o escritório de uma empresa de locação de máquinas localizada no bairro Boa Vista.
Na Amvale teriam sido coletados documentos e um computador pertencentes ao Convale (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Regional do Vale do Rio Grande) por solicitação da Promotoria do Patrimônio Público, que decretou sigilo de Justiça sobre o caso e não revelou detalhes do procedimento à imprensa.
Procurado, o presidente do Convale, Renato Soares de Freitas, manifestou que a operação não foi contra o consórcio, mas apenas para verificar relatórios e contratos da área de limpeza urbana e obras ligados à Prefeitura de Uberaba. De acordo com ele, hoje, mais esclarecimentos serão prestados à Promotoria.
Segundo informações extraoficiais, o alvo da apuração seria averiguar se os serviços pagos à empresa de locação de máquinas foram efetivamente executados no município ou se houve desvio de recursos públicos.
Acionada, a assessoria de imprensa da Prefeitura posicionou que não se manifestará sobre a denúncia porque, até o momento, a administração municipal não foi notificada sobre qualquer operação para apurar contratos da área de limpeza urbana e de obras.