Oposição sofreu derrota ontem ao ver derrubada sua proposta de reduzir margem que o Executivo tem para movimentar o orçamento
A oposição sofreu uma derrota ontem em plenário ao ver derrubada sua proposta de reduzir a margem que o Executivo tem para movimentar o orçamento municipal sem que tenha que pedir benção ao Legislativo. Emenda de autoria de Itamar Ribeiro e Marcelo Borjão (ambos do DEM), professor Godoy (PTB) e João Gilberto Ripposati (PSDB) propunha baixar o índice atual de 25% para 10%, mas não encontrou respaldo junto aos demais vereadores, por considerarem que a iniciativa engessaria o Executivo.
A proposta em questão chegou a ser discutida em uma das várias reuniões promovidas pela Comissão de Orçamento e Finanças da Câmara para análise da Lei Orçamentária Anual (LOA), que ontem foi aprovada em primeiro turno. À época o prefeito Anderson Adauto (PMDB) pediu aos vereadores para não restringirem o Executivo, sob pena de ter que ir muitas vezes a plenário para pedir mudança de rubrica.
O apelo foi atendido, não sem antes um bate-boca entre Borjão e o líder governista Cleber Cabeludo (PMDB). “A questão é política”, disparou o peemedebista, depois de lembrar que entre 1997 e 2000 o Executivo tinha 50% de margem de manobra. O democrata não titubeou e acusou o colega de ser “pau mandado” e dependente do prefeito, ao que o presidente Luiz Dutra interveio para conter a dupla, assinalando que a sessão estava sendo transmitida ao vivo pela TV Câmara.
Cleber, porém, pediu direito de resposta e afirmou que nunca comeu na mão de AA e que conquistou seus mandatos com voto, ao contrário “de você, que chegou aqui porque o prefeito fez do Grilo (Hely Andrade) secretário de Esportes”. Então no PMDB, Borjão era primeiro suplente do ex-vereador/delegado e tomou posse no seu lugar, ainda em 2005.