Líder da oposição, Itamar Ribeiro (DEM) não poupou agulhadas no Executivo na sessão de ontem da Câmara. Apresentou quantidade expressiva de requerimentos solicitando providências e cópias de documentos sobre gastos da Prefeitura em viagens e eventos.
Entre os pedidos polêmicos está a transferência do frigorífico Boi Bravo do bairro Abadia para o Distrito Industrial, devido às constantes reclamações quanto ao mau cheiro, principalmente após o abate.
O acampamento de ciganos próximo ao conjunto Manoel Mendes foi considerado impróprio para permanência, devido à falta de infraestrutura do terreno. O democrata reivindica a acomodação em área pública, com a instalação de pelo menos um banheiro químico para os moradores. A remoção dos ciganos é tida pelo vereador como essencial para “a manutenção da paz pública, bem como a preservação dessa cultura.
Motivado pelo grupo de mães que lhe entregou semana passada um manifesto pedindo a permanência da coordenadora Augusta Maria Alves Carlos na creche Casa do Menor Coração de Maria, Itamar protestou. Disse ser a transferência da coordenadora uma retaliação política do prefeito devido à liderança no movimento das creches contra o corte de 10% no repasse de 2009.
Os salários e gastos na Prefeitura também mobilizaram a bancada de oposição, solicitando explicações sobre o salário e função desenvolvida pelos nomeados para o cargo de assessor especial. “Sabemos que a função foi criada para abrigar companheiros políticos e, para tanto, o Legislativo e a sociedade merecem explicações”, considera.
Com similar entendimento, solicita o valor das diárias de viagens nacionais e internacionais pago ao prefeito e secretários municipais e, ainda, os percentuais gastos este ano. Relatório detalhado do investimento da PMU no Encontro de Prefeitos do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, realizado em 19 de fevereiro, compõe a reivindicação do democrata.
A arrecadação do estacionamento do CentroPark durante o carnaval e sua destinação foram evidenciadas nos questionamentos da oposição. A bancada também está solicitando justificativas sobre a falta de medicamentos nas Unidades Básicas de Saúde, em lista que totaliza cerca de 30 itens. O não-pagamento das férias-prêmio para servidores da PMU gerou mais críticas do democrata: “Tem funcionário que há mais de dois anos negociou o valor com a administração e até hoje não recebeu nada”, afirma.