Foto/divulgação PRB
Os deputados de oposição ao governador Fernando Pimentel (PT) na Assembleia Legislativa tentam mais uma vez levar secretários de Estado do petista ao plenário para explicar o parcelamento dos salários dos servidores públicos. Um novo requerimento neste sentido foi aprovado pela Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Casa esta semana.
A deputada Ione Pinheiro (DEM) tentou aprovar uma convocação, que obrigaria os titulares das pastas de Educação, Fazenda e Planejamento e Gestão a comparecer, mas conseguiu viabilizar somente um convite e não houve, por enquanto, sinalização do Estado sobre a presença na Assembleia.
O líder do governo, deputado Durval Ângelo (PT), disse que os secretários não vão comparecer e argumentou que a bancada oposicionista fez uma manobra eleitoreira. “É palanque eleitoral da oposição”, definiu. Além disso, o parlamentar defendeu que o parcelamento dos salários se deve a dificuldades financeiras. "Herdamos um quadro caótico dos governos tucanos. Quando a situação apresentava melhoras, há dois anos, veio o golpe dos derrotados nas urnas no Brasil. A situação do país piorou e agora eles não querem votar os projetos que ajudariam na governabilidade. É só votar que a situação de Minas melhora", disse.
O parcelamento dos salários ocorre desde fevereiro de 2016. Este mês, o pagamento só deve começar a ser liberado na sexta-feira (13) e a escala de anunciada pelo governo estadual trouxe uma redução no valor das parcelas da maior parte dos servidores. Até então as duas primeiras partes eram de R$3 mil cada. A partir deste mês, somente os servidores da Segurança Pública e da Fhemig receberão este valor. Para os demais, que inclui os da Educação, serão R$1,5 mil.