Com a medida recomendada pelo Ministério da Saúde e adotada pelo município, a apuração do índice se dará somente na segunda quinzena de outubro
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No entendimento do secretário de Saúde, Iraci Neto, o resultado da pesquisa até poderia apresentar distorções por causa das medidas de isolamento
Diante da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), realização do Levantamento do Índice Rápido de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa) não acontecerá no meio do ano. A segunda pesquisa para apurar o nível de infestação do mosquito acontece geralmente entre maio e abril, mas os trabalhos foram prejudicados devido ao risco de transmissão da doença.
A suspensão temporária do levantamento já havia sido recomendada pelo Ministério da Saúde. Em nota técnica, a Coordenação Geral de Vigilância de Arboviroses se justificou que o objetivo era reduzir o risco de transmissão do coronavírus. Por isso, a realização deveria ser adiada até o fim da epidemia da doença no país.
A nota, entretanto, reforçou que a decisão caberia a cada município e o gestor deveria avaliar o cenário epidemiológico na sua localidade. Assim, cidades que não estivessem sendo afetadas pela epidemia, poderiam dar continuidade às atividades para realização do segundo levantamento, desde que adotando os cuidados sanitárias para a visitação dos agentes aos imóveis.
Ontem, a Secretaria de Estado da Saúde se posicionou sobre o assunto e confirmou que a determinação este ano será realizar o levantamento da infestação do mosquito somente na segunda quinzena outubro para embasar as diretrizes do combate à dengue.
O secretário municipal de Saúde, Iraci Neto, manifestou que a deliberação seria seguida na cidade e não haverá realização do levantamento do índice de infestação predial do Aedes aegypti agora. Ele avalia que o resultado da pesquisa inclusive poderia apresentar distorções no momento devido às medidas de isolamento social em vigor e que podem dificultar a entrada em residências para a coleta de informações.