“Ministério da Saúde trabalha para evitar qualquer tipo de desperdício do dinheiro público”, assegurou o ministro Alexandre Padilha ao ser questionado sobre os medicamentos vencidos a serem incinerados na próxima sexta-feira (18) em Uberaba.
Alexandre Padilha recebeu ontem relatório divulgado na semana passada pela administração municipal, onde 0,27% dos medicamentos adquiridos acaba perdendo a validade. O documento foi entregue pelo próprio prefeito Anderson Adauto (PMDB).
De acordo com ele, o índice tolerável para a perda de medicamento, por validade vencida, preconizado pela pasta, é de 1%. “Se realmente o município estiver abaixo deste índice, está dentro dos padrões de qualidade dos serviços de saúde”, explica.
Segundo o ministro, auditorias para apurar qualquer tipo de irregularidade são propostas periodicamente pelo Ministério. Entretanto, Padilha desconversou sobre uma possível auditoria no município, assegurando apenas que ainda irá analisar os dados apresentados no relatório. Ele ainda garante que este tipo de trabalho já permitiu a economia de R$1,1 bilhão na compra de medicamentos e garantiu a implantação do programa de distribuição gratuita de medicamentos para diabetes e hipertensão pelo Governo Federal.
O ministro também confirma que os medicamentos vencidos devem ser encaminhados para incineração. “Esta é a medida correta. O que não pode é fornecer medicamentos vencidos à população”, finaliza.
Para o prefeito, o índice municipal na cidade está bem abaixo do estabelecido como tolerável pela pasta. Ele também garante não temer uma possível auditoria, lembrando que propôs à Comissão de Saúde da Câmara de Vereadores contratar este tipo de serviço para analisar o relatório elaborado pela Secretaria de Saúde. “Continuo bem tranquilo em relação ao nosso levantamento”, conclui.