Então pré-candidato à sucessão municipal, cujo nome foi chancelado pelo prefeito Anderson Adauto, o secretário de Governo, Rodrigo Mateus, disse ontem que teve cassado o direito de ir à convenção do PMDB. A reação do peemedebista se deve à decisão da Executiva Estadual do partido de intervir no Diretório Municipal, o que será sacramentado a partir da próxima semana, com a definição dos integrantes da comissão que passará a comandar os destinos da sigla durante o pleito.
“O PMDB vai viver outro momento e a gente espera que isso passe, que dias melhores ocorram para que o partido volte a ser democrático como sempre foi”, desabafou Rodrigo Mateus, visivelmente abatido ante os últimos acontecimentos.
Para ele, que acreditava na vitória se fosse à convenção, o Diretório local é a instância legítima para decidir o candidato do partido. Contudo, ante a intervenção, diz que dá por encerrada a sua pré-candidatura. Em que pese continuar no partido, Rodrigo afirma que não tem pretensões políticas futuras, “não é minha prioridade, eu hoje sou secretário, não tenho independência financeira, minha família é modesta, depende de mim, então essa não pode ser minha prioridade. Minha realidade não permite”, revelou.
Segundo ele, são 12 anos e meio com Anderson Adauto e agora é preciso encontrar o próprio caminho juntamente com a família. Rodrigo agradeceu àqueles que o apoiaram e confiaram no seu trabalho e mais: entende que se tivesse mais tempo, teria condições de se firmar na disputa. Ao garantir que fica no PMDB, o secretário também revela que quer tempo para observar os próximos acontecimentos, e profetiza: “A intervenção é ruim e vai cobrar um preço”.
Na sua avaliação, dependendo dos rumos que o partido tomar nessas eleições, a intervenção poderá ser um desaforo pequeno. Rodrigo se refere a alianças despropositadas com o que há de mais retrógrado em Uberaba. “Vou ficar no PMDB, mas em linha contrária à dos que agora tomam o partido”, encerrou.