Problema recorrente em Uberaba, a não contratação de mão de obra local para trabalhar na chamada parada técnica de empresas dos Distritos Industriais do município bateu mais uma vez às portas da Câmar
Problema recorrente em Uberaba, a não contratação de mão de obra local para trabalhar na chamada parada técnica de empresas dos Distritos Industriais do município bateu mais uma vez às portas da Câmara de Vereadores.
A Comissão de Desenvolvimento Econômico do Legislativo manifestou-se a respeito da possibilidade de trabalhadores de outras cidades atuarem em Uberaba durante a parada técnica. Relator do colegiado, o vereador Samuel Pereira (PR), lembrou-se do envio de um Requerimento à unidade regional da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) solicitando a realização de cursos de atualização para os profissionais locais.
“Também solicitamos à prefeitura uma postura relevante e que nos unamos ainda mais em prol dos profissionais de nossa cidade que tanto carecem de nossa intervenção diante de um fato que não pode passar despercebido.
O objetivo da chamada parada técnica é fazer manutenção e ajustes. De acordo com o representante do grupo de trabalhadores, a primeira empresa a realizar a manutenção e o conserto de máquinas deve iniciar as atividades ainda neste mês.
Segundo Samuel, a empresa responsável pelo trabalho de manutenção tem trazido trabalhadores de outras cidades, como interior da Bahia, Santos, São Paulo e Rio de Janeiro. “Justamente para ocupar as vagas que poderiam ser usadas por cidadãos uberabenses que se encontram fora do mercado de trabalho”, ressaltou.
Quem também se posicionou sobre o assunto foi o vereador Kaká Carneiro (PR). Ele disse que a parada técnica gera, todos os anos, de 800 a 1.000 vagas temporárias e o serviço tem duração de, aproximadamente, 60 dias. “Não podemos permitir que forasteiros assumam essas vagas”, disse. (ML)