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Fernando Hueb, presidente do PMDB e chefe de gabinete da Prefeitura, acredita que situação orçamentária será contornada e a eleição será com urnas eletrônicas
Lideranças partidárias em Uberaba consideram um retrocesso voltar a utilizar cédula de papel nas eleições municipais em 2016. Judiciário anunciou esta semana que o uso do sistema eletrônico pode ser inviabilizado por causa dos cortes promovidos no orçamento federal, pois aproximadamente R$430 milhões da Justiça Eleitoral foram bloqueados.
Para o presidente do PMDB, Fernando Hueb, a situação deverá ser revertida até as eleições do próximo ano, pois existe tempo suficiente para solucionar o impasse orçamentário. “Se o voto for em cédula manual, vamos enfrentar. Mas não acredito que isso vai acontecer. Espero que a Justiça Eleitoral e o governo federal façam todos os esforços para que não haja retrocesso”, pondera. Hueb ressalta que a metodologia de votação não interfere no resultado e avalia que as duas formas são confiáveis, porém, lembra que o prazo de apuração da eleição manual é mais demorado e causa mais insegurança por causa dos pedidos de recontagem.
De acordo com o presidente do PSDB, Karim Abud Mauad, o uso das cédulas na votação também representaria custos para a Justiça Eleitoral, porque haveria despesas de impressão e ainda de equipe para a contagem dos votos. Além disso, o tucano argumenta que o Judiciário precisa esclarecer melhor a decisão anunciada esta semana, porque o Brasil já possui as urnas eletrônicas utilizadas em anos anteriores. “Teoricamente, as urnas estão aqui. Não tem dinheiro para quê? Para manutenção? Imprimir cédula não custa dinheiro? A eleição manual parava a cidade uma semana por causa da apuração. Quem vai bancar isso? [...] É uma situação estarrecedora. A gente tinha que aperfeiçoar a urna eletrônica, não voltar para o papel”, questiona.
Já o líder do PSD em Uberaba, Marcos Montes, afirma que os candidatos às eleições municipais vão ter que enfrentar as consequências da má gestão do governo federal. Ele não acredita que a situação será contornada e a eleição eletrônica viabilizada em 2016. “No que depender de ação do governo, o voto será em cédula. As ações do governo só levam a piorar”, conclui.