Ele teve seu parecer rejeitado no processo de cassação do parlamentar Paulinho da Força Sindical, pelo Conselho de Ética.
O deputado federal Paulo Piau (PMDB) disse ontem, após ter seu parecer rejeitado no processo de cassação do parlamentar Paulinho da Força Sindical, pelo Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados, que cumpriu o dever. “Não teve decepção, cumpri com o meu papel e respeito a decisão dos conselheiros”, afirmou ele. Apenas três parlamentares – Solange Amaral (DEM-RJ), Moreira Mendes (PPS-RO) e Professor Rui Pauletti (PSDB-RS) – votaram a favor do relatório de Piau. Os demais, 10 parlamentares, votaram pela absolvição por acreditar na falta de provas contra Paulo Pereira da Silva (PDT-SP). “Embora não tenha recebido dinheiro na sua conta, o deputado Paulo Pereira ajudou nesse trâmite que aponta a existência do desvio de recursos do BNDES. Ele sabia do esquema e se beneficiava do esquema, existe uma diferença em cometer crime e cometer a falta de decoro e, neste caso, houve falta de decoro parlamentar", disse Piau. O deputado José Carlos Araújo (PR-BA) foi designado o novo relator do voto vencedor. Ele terá duas sessões plenárias para apresentar o relatório pela absolvição. Logo após a apresentação do relatório, haverá novamente votação e posterior encaminhamento da decisão à Mesa Diretora da Câmara. Se for apresentado recurso, ou seja, assinatura de 52 deputados, que representam 1/10 dos parlamentares, a matéria seguirá para decisão em plenário. Os 513 deputados deverão votar pela absolvição ou cassação de Paulinho, agora, em votação secreta, necessitando de 257 votos, maioria absoluta, independendo do número de presentes no plenário para a cassação de seu mandato.