O ex-vereador Paulo Pires e o vereador Dutra, acusados de estar à frente das manifestações pela cassação do vereador Jorge Ferreira, negaram ontem envolvimento no manifesto.
O ex-vereador Paulo Pires (PSDB) e o vereador Luiz Humberto Dutra (PDT), acusados de estar à frente das manifestações pela cassação do vereador Jorge Ferreira (PMN), negaram ontem envolvimento no manifesto.
Paulo Pires disse à reportagem do Jornal da Manhã que só tem acompanhado o caso pela imprensa. “O que sei é pelos jornais”, afirmou. Apesar de negar que tenha realizado reunião com o grupo de manifestantes em sua residência, o ex-vereador não deixou de dar algumas alfinetadas no acusado de assédio sexual e improbidade administrativa. “Ele assediava a minha ex-assessora dentro do meu escritório. Quando ele saía, ela mesma confirmava e reclamava das investidas dele”, disse Pires. Para o ex-vereador, Jorge Ferreira agora está tentando passar por vítima. “Tentou sacanear a menina na Câmara. Ele é totalmente desequilibrado”, completou Pires.
O vereador-presidente da Comissão Processante, Luiz Humberto Dutra, também negou que tenha envolvimento com os manifestantes. Dutra acredita que esta seja uma estratégia da defesa, com intenção de mudar o foco. “O Jorge fala mentira, acredita nela, sonha com a mentira e ainda quer que os outros sejam convencidos da sua mentira”, atacou o vereador. “Ele até pode tentar enganar a todos, mas a sua consciência ele não engana”, concluiu.
Já Ariel Ruas, manifestante que na segunda-feira (8) levou pizza para o plenário, disse que o protesto partiu de cidadãos com o direito de defender seu voto, sem interferência política. Ele afirmou que todo material foi comprado pelo grupo e apresentou notas da confecção de faixas e de todo material.