Em postagem nas redes sociais, o prefeito Paulo Piau (MDB) pediu desculpas pelo atraso no pagamento do funcionalismo
Foto/Jairo Chagas
Prefeito Paulo Piau diz que a intenção é pagar os salários dos servidores até o fim da semana, mesmo se não houver repasse do Estado
Em postagem nas redes sociais, o prefeito Paulo Piau (MDB) pediu desculpas pelo atraso no pagamento do funcionalismo e culpou o Estado por depósitos não terem sido feitos no quinto dia útil. Ontem, o chefe do Executivo também manifestou em entrevista à Rádio JM que a expectativa é a entrada de recursos próprios para quitar a folha de pagamentos até o fim da semana.
Piau alega que o município não recebeu R$7 milhões do Fundeb na última semana e não houve receita própria da Prefeitura para cobrir a ausência do repasse estadual. Segundo ele, a intenção é pagar os salários até o fim da semana, mesmo se não vier o dinheiro previsto do Fundeb.
O prefeito acredita que a arrecadação própria desta semana deve ser suficiente para fechar o valor da folha. “Independente desse recurso entrar ou não do Estado, até o fim da semana a gente prevê o complemento para liberar a folha de pagamento. Temos receitas do ISS, IPTU parcelado e ITBI que devem completar o valor da folha”, declara, mas admitindo que o salário pode não sair no novo prazo caso a entrada de receitas fique abaixo do esperado.
Além disso, o chefe do Executivo manifestou que a dívida do Estado vem sendo administrada há mais de um ano e somente com o Fundeb nos últimos três meses o volume já alcança R$22.531.119,79.
Segundo Piau, 95% deste recurso é utilizado para pagamento da folha da Educação. Devido aos atrasos, ele argumenta que nos meses de julho e agosto foram utilizados recursos de pagamento da coleta de lixo, merenda escolar e Unimed para cobrir o rombo do Estado e conseguir pagar os salários em dia, mas agora os recursos disponíveis acabaram.
Cortes. O prefeito Paulo Piau também ressaltou que um decreto para contenção de despesas já foi publicado, incluindo até a possibilidade de medidas extremas como o corte de pessoal comissionado. Questionado, Piau admite que existe margem para diminuir o número de funcionários comissionados, mas defende que o impacto não é significativo em relação ao volume da folha de pagamento.