Não prosperou a discussão em torno do Projeto de Lei 069/12, de autoria do Executivo, que autoriza a permuta de lotes entre o Município e Luiz Flávio Ferreira da Cruz, para implantação do Terminal Leste do Sistema de Transporte Coletivo. Logo após o início da análise da matéria, ontem à tarde, o vereador João Gilberto Ripposati (PSDB) apresentou um pedido de vistas, alegando que, embora não tivesse a intenção de dificultar a tramitação, não se sentia seguro para votar, ante alguns pontos de conflito identificados no texto.
A permuta envolve parte de uma área verde no Manoel Mendes – mesmo bairro onde está o terreno de Cruz, que vem a ser irmão do vereador Jorge Ferreira (PMN) – e o PL prevê a compensação aos moradores através de uma outra área, no Beija-Flor. Segundo Ripposati, uma lei municipal é clara ao determinar que nesses casos há que se compensar na mesma região, o que não se vê na proposta do Executivo. Além disso, ele aponta que o desenho retratando o terreno no Beija-Flor é confuso, ao passo que o bairro passará por várias intervenções viárias que futuramente podem inviabilizar a permuta.
Ele cita como exemplo a duplicação da avenida João da Matta – procedimento que será executado pela loteadora – e a construção das alças do viaduto de acesso ao local, que têm que ser feitas para dar mobilidade urbana à região, que está chegando a mais de três mil casas, com trânsito congestionado. “Como posso mudar a característica da área no momento em que ela pode ser utilizada para adequar o viaduto?", questionou Ripposati, que pediu a compreensão dos colegas ao apresentar o pedido de vistas.
O líder governista, Cléber Cabeludo (PMDB), que havia colocado em plenário a necessidade de aprovação do projeto, pediu ao tucano que devolva a matéria se possível até essa quarta-feira, ao que ele se dispor a ir hoje ao local com os engenheiros da Prefeitura para compreender melhor o traçado proposto.