Em reunião ontem com representantes do governo municipal, empresa responsável pela atualização cadastral na zona rural de Uberaba finalizou a versão do questionário que será utilizado nas pesquisas de campo. A previsão é que as equipes já comecem a percorrer as fazendas no município a partir da primeira semana de fevereiro.
De acordo com o secretário do Agronegócio, José Geraldo Borges Celani, perguntas foram incluídas no questionário para fornecer melhores informações sobre a zona rural da cidade. “Foi possível incluir questões para identificar as produções de hortifrutigranjeiros no Município, o destino destes produtos, a existência de pequenas agroindústrias nas propriedades e se todos os filhos da família questionada estão ou não estudando”, exemplificou.
Celani salientou que a pasta está à disposição para auxiliar na coleta de dados, de maneira que eles se aproximem bastante da realidade. O secretário disse que já até destacou técnicos da secretaria para acompanhar diariamente os recenseadores, tanto para facilitar os trabalhos da empresa quanto para fiscalizar e atestar o levantamento.
Com o fechamento do questionário, o coordenador do projeto, Felix Tavares, explicou como deverá funcionar os trabalhos de campo já na primeira semana de fevereiro. “Serão seis pesquisadores, todos recrutados em Uberaba. Eles chegarão às propriedades devidamente uniformizados, com crachá e veículo caracterizado com o nome da empresa. Eles farão o trabalho de pesquisa de forma individualizada, por região e com o serviço se estendendo das 6h às 16h”, disse.
Segundo Tavares, por meio de um tablet, serão feitas diversas perguntas que vão desde a identificação da propriedade rural, área total, número de moradores, atividades agrícolas e pastoris desenvolvidas, energia elétrica, telefonia rural, internet, entre outras. “Também serão verificados estados de conservação de estradas, pontes e mata-burros, existência de nascentes, córregos e rios na propriedade, assim como se há escolas e unidades de saúde na região”, disse o coordenador da GI.
O contrato prevê que a pesquisa de campo seja feita em cerca de três mil propriedades rurais, com expectativa de término dos trabalhos em até oito meses. No entanto, o diretor executivo da Codiub, Marlon Soares da Silva, manifestou que o número de fazendas pesquisadas será ampliado e o prazo para execução do georreferenciamento também pode ser prorrogado.