POLÍTICA

Piau classifica nova convocação de convenção um desafio ao Judiciário

Deputado federal e candidato à sucessão municipal pelo PMDB, Paulo Piau, classificou como desafio ao Judiciário o edital publicado

Publicado em 23/06/2012 às 01:29Atualizado em 19/12/2022 às 18:55
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O deputado federal e candidato à sucessão municipal pelo PMDB, Paulo Piau, classificou como desafio ao Judiciário o edital publicado pelo grupo do prefeito Anderson Adauto convocando para uma convenção partidária dia 30 de junho. “Essa convocação não tem nenhum valor jurídico, acho até que é um desafio à Justiça, que já se posicionou”, reagiu o peemedebista, que disse ainda lamentar a situação. E mais: para ele, AA é um criador de factoide.

O parlamentar voltou a assegurar que o PMDB é um partido só, seja em que instância for, e que o fato de o prefeito não querer o seu fortalecimento no Município contrariou o vice-presidente da República, Michel Temer, o Eduardo Palmério e o deputado federal Antônio Andrade – os dois últimos, respectivamente, presidente municipal e estadual da agremiação. “Então, essa não é uma ação do Paulo Piau, absolutamente; sou pequeno para tomar uma decisão tão grande dessa de um partido que é o maior do Brasil”, afirmou.

Ele admite que o correligionário tinha a prerrogativa de escolher quem quisesse como pré-candidato, no entanto, além de ter apontado Rodrigo Mateus em outubro, o ex-secretário de Governo não decolou nas pesquisas, ao passo que AA não se moveu, anulando o PMDB no pleito de 2012.

Conforme Piau, essa foi uma das razões pelas quais as Executivas estadual e nacional tomaram a decisão conjunta de salvar o partido, já que o Diretório Municipal tem vínculos trabalhistas, pessoais e de negócios com Anderson Adauto, e as pessoas não teriam liberdade para tomar a decisão que melhor lhes conviesse. O deputado garante que todo o rito visando à intervenção foi feito dentro do que prevê o estatuto da agremiação, “então, o devido processo legal, pela lei, está correto”.

Piau também reagiu ao que chamou de tentativa de desqualificar seu trabalho – “isso não posso aceitar” –, lembrando que muito do resultado da administração municipal é fruto da sua atuação e do deputado Aelton Freitas (PR). De acordo com ele, só em recursos de Minas os dois mandaram quase R$52 milhões em pouco mais de sete anos de mandato. “Evidentemente uma coisa que o senhor prefeito não tem é gratidão. Na hora que você menos espera, ele te chuta, só que quando ele veio me chutar, falei que pra cima de mim não, eu sou de paz, mas eu não posso ser um banana.”

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