A rejeição explícita da base de sustentação da atual administração à pré-candidatura do peemedebista Rodrigo Mateus (secretário de Governo) à sucessão municipal tem raízes na formatação das chapas de vereador dos partidos aliados. A missão, então confiada a ele pelo prefeito e seu correligionário Anderson Adauto, teria desagradado especialmente ao PR, que, através de seu presidente, Aelton Freitas (deputado federal), já deixou claro que não reconhece a indicação de AA, que, se insistir com o pupilo, corre o risco de ficar só na corrida eleitoral de 2012.
Ainda ontem o deputado federal e também peemedebista Paulo Piau colocou a situação às claras ao conceder entrevista à Rádio JM 730, o que não deixa de significar mais lenha na fogueira envolvendo a escolha do nome da situação na disputa majoritária. Conforme o parlamentar, a medida menos acertada “do nosso comandante, como chamo o Anderson – porque ele é nosso prefeito –, foi não ter valorizado mais os dois partidos da base, o PMDB e o PR. Essa agonia do Aelton faz sentido a partir do momento que na formatação da chapas houve um enxugamento das duas legendas”.
Piau ainda classificou a ação de “erro primário”, porque privilegiou siglas pequenas, com comissão provisória onde a estabilidade é menor. O deputado, porém, não teme que a situação se repita em relação à disputa majoritária, mas considera que se ater a nomes, nesse momento, é pouco – em que pese ter dito que todos já colocados merecem respeito –, o importante é trabalhar perfil. Para reforçar o que diz, o parlamentar acrescenta que Uberaba é uma cidade grande, de administração complexa e, portanto, não é qualquer um que serve. “Isso exige experiência, vivência”, afirma.