O deputado federal e pré-candidato do PMDB à sucessão municipal, Paulo Piau (PMDB), disse ontem que apoio não se recusa. A resposta dada ao questionamento sobre a aproximação agora pública com dirigentes de siglas adversárias na política local veio acompanhada da seguinte afirmaçã “Desde que venha de pessoas que queiram construir Uberaba de uma maneira saudável.”
Para ele, como os partidos políticos no País têm praticamente o mesmo conteúdo programático, o olhar [nessas conversas] tem que ser conceitual, focado em um projeto para Uberaba, que reúna ética e moral. Segundo Piau, não se recusa aqueles que queiram contribuir com um projeto desenvolvimentista para o Município, sejam eles de partidos adversários.
Ainda na opinião do parlamentar, não se pode rotular o passado de nefasto – em alusão ao ex-aliado e também deputado federal Marcos Montes (PSD), alvo de inúmeras críticas do atual prefeito Anderson Adauto (PMDB), para quem MM representa o retrocesso. Conforme Paulo Piau, o momento político é o momento em vigência e, nesse aspecto, há que se considerar conceitos similares.
“O homem público não tem o direito de ficar rico no poder público, mas tem o dever de fazer as pessoas que não estão no poder ficar ricas”, observa o peemedebista, ao defender ações visando a gerar oportunidades de crescimento ao Município, que repercutem na vida de todos.
Especificamente sobre as conversas que têm sido travadas com os partidos da base de sustentação da atual administração – como o PCdoB – e também com o próprio PSD de MM, o PTB, o PDT, o PV, entre outros, Piau diz que a proximidade com o início das convenções (10 de junho) gera muita angústia. Na opinião dele, o sentimento é vivenciado principalmente pelos postulantes a uma cadeira na Câmara de Vereadores, que pressionam pela definição das coligações proporcionais, contudo, elas só sairão após a definição das composições visando à eleição majoritária.