POLÍTICA

Piau exonera comissionados e investiga plantões da Saúde

Primeiras denúncias de que plantões estavam sendo pagos sem ser feitos surgiram no fim do ano passado e o processo foi encaminhado ao Ministério Público e à Polícia Federal

Gisele Barcelos
Publicado em 25/03/2014 às 09:45Atualizado em 19/12/2022 às 08:29
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O prefeito Paulo Piau (PMDB) determinou ontem a exoneração de dois funcionários comissionados acusados em denúncia de irregularidade no recebimento de plantões médicos. Para aprofundar as investigações sobre as possíveis irregularidades, Piau também instaurou uma comissão especial responsável por apurar o mecanismo de operacionalização dos plantões realizados pelos profissionais de saúde.

A Prefeitura recebeu no fim do ano passado as primeiras denúncias de profissionais que estariam recebendo plantões sem trabalhar nas Unidades de Pronto-Atendimento (UPA). A Controladoria Geral do Município deu início imediato à apuração em sigilo do caso para evitar prejuízo às investigações.

As suspeitas se intensificaram após os depoimentos ouvidos pela controladoria. Com isto, o processo interno foi encaminhado ao Ministério Público e à Polícia Federal em janeiro.

Embora a apuração ainda não tenha sido finalizada, o prefeito já determinou a demissão de dois funcionários ocupantes de cargos de confiança na UPA do Mirante. Um deles é o gerente da unidade, Maurício Moura, que é servidor de carreira e também ficará afastado sem remuneração do posto de origem até o encerramento da investigação.

Paralelamente, Piau decretou ontem a abertura de uma comissão especial para aprofundar a apuração de todos os plantões realizados por profissionais da Saúde. Ele declarou que a situação é intolerável e assegurou que todos os envolvidos no esquema serão penalizados. “Aqui nesse governo é tolerância zero com a corrupção. Quero uma apuração minuciosa dos fatos. Os indícios são fortes e nós não podemos esperar mais. A sociedade não tolera esse tipo de coisa. Doa a quem doer, vamos até o fim”, destacou.

À frente dos trabalhos, o subcontrolador Marcos Adad Jammal já começou ontem a recolher vários documentos da UPA do Mirante para o cruzamento das informações no sistema e também deu início às audiências para ouvir o depoimento de seis testemunhas. “O prefeito quer urgência e rigor nas apurações. Já temos testemunhos e documentos que apontam na direção do ilícito”, adianta Jammal.

A comissão vai verificar horários, dias trabalhados, número de atendimentos, valores pagos, servidores beneficiados e até a forma de recrutamento dos servidores envolvidos em irregularidades, bem como os critérios para autorização de pagamento dos plantões. O grupo terá prazo de 30 dias para apresentar o relatório final sobre o caso.

Para oficializar a medida, a Prefeitura publicou ontem uma edição extra do Porta-Voz. O jornal oficial trouxe o decreto de abertura da comissão, mas confirmou apenas uma exoneração. A assessoria de imprensa posicionou que a demissão do segundo funcionário já havia sido assinada pelo prefeito, mas não houve tempo hábil para entrar na edição extra do Porta-Voz.

 

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