Após abertura de investigação contra a Prefeitura por suspeita de crime ambiental, o prefeito Paulo Piau (MDB) preferiu não se manifestar sobre medidas internas a serem adotadas
Jairo Chagas
Na segunda-feira (5) a polícia foi acionada por integrantes do Ministério Público, diante de intervenção considerada irregular em área de APP no DI-1
Após abertura de investigação contra a Prefeitura por suspeita de crime ambiental, o prefeito Paulo Piau (MDB) preferiu não se manifestar sobre medidas internas a serem adotadas para apurar os responsáveis pelo serviço realizado em Área de Preservação Permanente (APP) no Distrito Industrial 1.
A reportagem do Jornal da Manhã acionou a assessoria de imprensa para verificar se seria instaurado processo administrativo ou sindicância pelo prefeito para apurar quem autorizou o serviço realizado na APP. O departamento informou apenas que a administração municipal não responderia aos questionamentos sobre o caso.
Na segunda-feira (5), o Ministério Público recebeu denúncia anônima de suposto crime ambiental por aterro irregular em Área de Preservação Permanente, situada no cruzamento das avenidas João Veludo Primo e Francisco Podboy, no Distrito Industrial 1. A Polícia Ambiental foi acionada e compareceu ao local, onde foi encontrado trator-de-esteira pertencente à Prefeitura Municipal de Uberaba.
Conforme a denúncia encaminhada à Promotoria, a máquina estaria retirando a vegetação localizada a cerca de 20 metros de uma nascente d’água e empurrando entulhos para o manancial. Segundo o registro da PM, foi constatada uma intervenção de cerca de 900 metros quadrados de área.
Prefeitura justificou à polícia que o uso do trator-de-esteira seria para fazer um cordão de isolamento para a população não descartar mais entulho no local e manifestou que a limpeza seria executada posteriormente com a devida apresentação do projeto que determinaria as obras necessárias para a recuperação da área. O caso agora está em apuração pelo Ministério Público.