Proposta não agradou à direção do sindicato, que emitiu nota na noite de ontem onde afirma ter saído decepcionada da reunião, ocorrida no gabinete do prefeito
O prefeito Paulo Piau recebeu ontem, em seu gabinete, os representantes dos três sindicatos do funcionalismo públic Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Uberaba (SSPMU), Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Purificação e Distribuição de Água e Serviços de Esgotos de Uberaba (Sindae) e o Sindicato dos Educadores do Município de Uberaba (Sindemu). Por meio de nota, a diretoria do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Uberaba (SSPMU) revela que saiu decepcionada da reunião.
O prefeito Paulo Piau não deixou de lembrar a dívida, que, segundo ele, foi de R$80 milhões, herdada do governo passado, da qual conseguiu quitar R$43 milhões. Ela também apontou o custeio da administração, que chega a 51% do orçamento, e disse que o ideal é que ele fosse de 33%, dividindo os recursos da administração com pessoal (33%) e investimentos (33%).
Com relação à proposta, foi oferecido aos servidores reajuste de 5,93% para aqueles que ganham acima do salário mínimo, o
equivalente à inflação acumulada nos últimos 12 meses, medida pelo INPC, enquanto o sindicato pediu 28,30% em 2014, sendo 13,3% de recomposição de perdas salariais e 15% de aumento real. Para os servidores do magistério foi oferecido reajuste de 8,32%, enquanto que os 3.059 trabalhadores que recebem o salário mínimo vão ficar com a correção de 6,78% aplicada em janeiro.
O sindicato reivindicava a elevação do tíquete-alimentação de R$270 para R$400, extensivo aos aposentados, mas o Executivo ofereceu inicialmente R$30 e fechou em R$50, após as negociações. Nesse sentido, o tíquete passaria a R$320, com reajuste de 19%.
De acordo com a Prefeitura, o impacto do reajuste do tíquete, caso seja aprovado pela categoria, passa de R$29 milhões para R$34 milhões ao ano. Segundo os dados do Executivo, somente em 2013 e início de 2014, com o fim da súmula vinculante, o aumento do valor dos plantões na saúde, os benefícios para a Guarda Municipal, o piso do magistério e a gratificação para os membros da comissão de licitação teriam impactado a PMU na ordem de R$19.612.440,39, ou seja, 12,65% da receita corrente líquida.
Quanto à fixação da data-base, de acordo com o sindicato, o prefeito deixou em aberto, segundo informou o presidente do SSPMU, Luís Carlos dos Santos. “Para ele, tanto faz ser em fevereiro ou março, mas nós defendemos fevereiro”, disse o dirigente. Ele reforça a realização da assembleia geral da categoria para quarta-feira, dia 19, a partir de 18h30, para deliberar sobre a contraproposta do prefeito. “Vamos levar o resultado da reunião aos servidores”, assegura Luís Carlos. Ele lembra que Piau foi taxativo ao dizer que não pode oferecer um reajuste maior. “O que ele está dando é só a obrigação, muito pouco”, avalia o presidente do SSPMU, que espera a participação maciça da categoria na assembleia, considerando que o tema é do interesse de todos.
Ainda hoje o sindicato se reúne com a Mesa Diretora da Câmara, a partir de 17h30, para tratar da pauta do Legislativo, que contém 14 itens que vão desde o ajuste de 17% nos salários, de R$100 no tíquete-alimentação, até a criação do plano de carreira do servidor da Casa.