Ao comemorar o resultado do Ideb, divulgado na semana passada, o prefeito disse ainda não estar satisfeito e quer números melhores na próxima avaliação
O prefeito Paulo Piau (PMDB) comemorou ontem o avanço da rede municipal no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) 2013, mas afirmou ainda não estar satisfeito com o resultado. O peemedebista destacou a necessidade de um processo contínuo de melhoria do ensino e espera que os esforços continuem refletindo em crescimento na nota nas avaliações futuras. A próxima será divulgada em 2016.
A média das escolas municipais nas séries iniciais do ensino fundamental subiu de 5,1 em 2011 para 5,6 no último Ideb, alcançando a nota prevista apenas para 2017. Já do 6° ao 9° ano, a nota cresceu de 4,8 para 5,2 no período. O resultado era esperado apenas cinco anos adiante, segundo projeção do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais). “Queremos mais. Uma cidade com 200 anos de idade e líder de uma grande região do Brasil Central precisa ter um índice maior”, ressaltou Piau.
De acordo com o prefeito, o avanço no desempenho foi fruto de uma série de fatores. Aliado ao empenho da Secretaria de Educação para identificar e suprir deficiências das escolas e profissionais, ele cita também o trabalho em parceria com a Secretaria de Infraestrutura para reformar ou ampliar os prédios escolares.
Além disso, PP avalia que no primeiro ano de governo ocorreu um investimento significativo na valorização dos profissionais, inclusive na negociação salarial. “Temos ainda algumas deficiências ao piso, mas avançamos muito dentro do que a Prefeitura tinha condições”, salienta.
O cumprimento do piso salarial do magistério voltará à pauta de negociações com a categoria este mês. Além da questão financeira, um dos pontos principais é assegurar um terço da jornada de trabalho para atividades extraclasse ou garantir o pagamento de horas extras aos profissionais até que a situação seja regularizada.
Questionado, o prefeito não entrou em detalhes sobre a proposta a ser será apresentada aos educadores. Segundo ele, o gestor precisa ter equilíbrio para atender às demandas sem ultrapassar os limites previstos na legislação para os gastos com folha de pessoal. “Esperamos que os servidores tenham compreensão”, finalizou.