Ao invés de liberar os salários em três parcelas, a intenção é quitar em duas partes
Em debate promovido pelo grupo Alterosa, o governador e candidato à reeleição Fernando Pimentel (PT) informou que redução do escalamento para pagar o funcionalismo deve ser feita a partir de outubro. Ao invés de liberar os salários em três parcelas, a intenção é quitar em duas partes.
Pimentel adiantou que os estudos estão sendo feitos para melhorar o escalonamento, mas não deu previsão para o funcionalismo estadual voltar a receber em cota única. “Estamos tomando providências para reduzir os prazos, de maneira que não haverá necessidade, possivelmente já no próximo mês, de três parcelas e sim apenas duas”, salienta.
O petista argumentou que o parcelamento é a forma de garantir que o pagamento seja feito dentro do mês e também defendeu que quase 85% dos salários sejam liquidados na primeira parcela.
Além disso, o governador ainda manifestou que o problema dos atrasos deve ser solucionado a partir de agora e o cronograma do escalonamento cumprido em dia.
No debate, Pimentel e Antonio Anastasia (PSDB) trocaram farpas por causa de parcelamento de salários. O petista apontou que as dificuldades no cofre do Estado são fruto da crise econômica e política, que levaram à queda da arrecadação.
De acordo com Pimentel, a situação de parcelar o salário dos servidores foi a solução possível. “Ninguém parcela porque quer”, afirmou.
Já Anastasia, que fez a réplica, afirmou que a situação dos servidores e das contas do Estado é “dramática” e lembrou que nos últimos meses nem a escala tem sido cumprida. O tucano defendeu que a situação seja definida com “muita criatividade”. “Eu vou pedir aos servidores que se lembrem de quando eu era governador e vocês recebiam no 5º dia útil”, afirmou.
Na tréplica, Pimentel acusou o tucano de “omitir” que a crise foi agravada durante o governo de Anastasia e do antecessor, senador Aécio Neves. “Eu falo a verdade, mesmo que ela seja dura e difícil de explicar”, afirmou.