Caso a suspeita dos bastidores se concretize, Fernando Pimentel (PT) terá de renunciar ao comando do Estado de Minas Gerais para, em outubro, concorrer nas eleições
O panorama eleitoral de Minas Gerais não para de mudar. Com a entrada do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) na disputa para o governo mineiro, circula nos bastidores que o planejamento do atual governador, Fernando Pimentel (PT), também tenha se alterado e vislumbrado uma cadeira no Senado. Caso a suspeita se concretize, Pimentel terá de renunciar ao comando do Estado para, em outubro, concorrer nas eleições. A informação é da coluna Aparte, do Jornal O Tempo, adiantando, ainda, que o vice-governador Antônio Andrade (MDB), desafeto de Pimentel, também renunciaria ao cargo para tentar uma vaga na Câmara Federal.
A motivação dos dois chefes do Executivo mineiro seria a mesma para a renúncia: aumentar a possibilidade de obter êxito nas eleições. Ainda conforme O Tempo, na avaliação interna, tanto Pimentel quanto Andrade necessitam do foro privilegiado garantido por lei aos mandatos políticos por conta das investigações em que são alvos.
A possibilidade de concretização deste cenário já é estudada por lideranças mineiras desde o fim de 2017. Se concretizado, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) teria de convocar uma eleição indireta, onde os próprios deputados estaduais escolheriam o novo chefe do Executivo. Segundo a Aparte, no plano de Pimentel, o presidente da ALMG, Adalclever Lopes (MDB) seria o escolhido. Então, concluiria o mandato e tentaria a reeleição. Mesmo ganhando força nos últimos dias, esse panorama ainda não deve ser definitivo.
*Com informações do Jornal O Tempo e da coluna Aparte