A Câmara vota hoje em caráter de urgência o projeto de resolução que concede abono natalino de R$600 aos seus 239 servidores
A Câmara vota hoje em caráter de urgência o projeto de resolução que concede abono natalino de R$600 aos seus 239 servidores, o que representará um gasto de R$143,4 mil. O texto, de autoria da Mesa Diretora, entrou em tramitação ontem, e em que pese a sessão desta quinta-feira ser dedicada à apresentação e votação de requerimentos, a Casa acatou solicitação de seu presidente, Luiz Dutra (PDT), de inseri-lo excepcionalmente.
O simples anúncio de que a matéria será levada a plenário foi o bastante para que os trabalhadores do Legislativo comemorassem. O valor inclusive é superior ao então especulado, da ordem de R$500, conforme negociação entre a Câmara e o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais. Segundo o pedetista, este abono é fruto de planejamento e vem ajudar na recompensa de um vencimento que poderia ser melhor. Ele diz esperar fazer um plano de cargos e salários para melhorar a renda dos técnicos e assessores.
Almir Silva (PR), Jorge Ferreira (PMN), Marcelo Borjão e Itamar Ribeiro, ambos do DEM, cobraram o abono natalino aos servidores da Prefeitura ao que Afrânio Resende (PP) disse ser contra crucificar o Executivo que não dará o benefício, porque sua realidade é muito diferente da Câmara, que tem pouco mais de 230 funcionários, para um universo com cerca de 8 mil. A consideração do progressista foi a deixa para que o líder governista Cleber Cabeludo (PMDB) alegasse que não dá para comparar os dois Poderes, já que o Legislativo, por exemplo, não trabalha com a saúde, a educação, infraestrutura.
“A Prefeitura faz a sua parte, este ano fez plano de carreira, concedeu plano de saúde, tem o 14º salário dos educadores; não dá para fazer comparação”, reiterou. O diretor-tesoureiro do SSPMU, Ângelo Guilherme da Rocha Borges, observa que a entidade fez seu papel, encontrou respaldo nos vereadores, e se sente contemplado com o ganho, que é do servidor. Ele diz lamentar a decisão do Executivo de não conceder o benefício e lembra que o Sindicato aguarda um chamado do prefeito Anderson Adauto (PMDB) para mais uma rodada de reunião em novembro, como ficou acordado. “Nem que seja para ele nos dizer não”, encerra.