A punição foi aplicada pela Comissão de Ética ao concluir que ele tem conduta indecorosa e notória e ostensiva hostilidade
Vereador Marcelo Borjão foi desligado da bancada do PMDB por seis meses, pena prevista no Artigo 19 do estatuto do partido. A punição foi aplicada pela Comissão de Ética ao concluir que ele tem conduta indecorosa e notória e ostensiva hostilidade à legenda, e atitudes desrespeitosas a dirigentes e lideranças partidárias. O resultado do trabalho do Colegiado, iniciado há quase três meses, teria desagradado ao comando partidário, que teria considerado a penalidade inócua.
Isto porque na prática Borjão já não responde mais pela liderança do grupo na Câmara – além dele, mais dois peemedebistas têm assento na Casa: Cléber Cabeludo e Tony Carlos –, tendo pedido seu afastamento do posto enquanto era investigado pela Comissão de Ética. Um integrante do Diretório Municipal do PMDB, que pede para não se identificar, sinaliza com a possibilidade até mesmo de a Executiva questionar oficialmente este resultado, por não vê-lo como definitivo.
Ainda segundo o peemedebista, as lideranças do partido estariam muito insatisfeitas com o seu comportamento e tendem a não aceitá-lo mais entre os pares. Contudo, qualquer decisão nessa linha ainda será mais discutida. Borjão continua correndo contra o tempo, pois se optar por pedir a desfiliação do PMDB, tem até o dia 7 de outubro para encontrar abrigo em outra legenda. Este é prazo final para quem pretende concorrer a um cargo eletivo no pleito do ano que vem. Borjão informa que hoje tem reunião com seus advogados para definir seu futuro político.