POLÍTICA

PMDB/Minas aprova intervenção no diretório municipal da sigla

Por dez votos a um, a Executiva Estadual do PMDB decidiu pela intervenção no Diretório do partido em Uberaba. Houve um pedido de vistas do processo, mas que não foi acatado

Renata Gomide
Publicado em 15/05/2012 às 09:17Atualizado em 19/12/2022 às 19:42
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Cúpula do PMDB mineiro se reuniu ontem durante 4 horas para discutir o destino da sigla em Uberaba

Por dez votos a um, a Executiva Estadual do PMDB decidiu, ontem, pela intervenção no Diretório do partido em Uberaba. Houve um pedido de vistas do processo, mas que não foi acatado pelo comando peemedebista, porque o mecanismo não está previsto nesses casos. Caciques da agremiação, como os ex-senadores Ronan Tito, Hélio Costa e Wellington Salgado, acompanharam o julgamento, que começou com quase uma hora de atraso, por volta de 10h, e terminou às 14h.

Isto porque, antes de dar início à reunião – programada para as 9h –, um grupo de peemedebistas teria tentado buscar um acordo entre os signatários do pedido de intervenção – o reitor da Uniube, Marcelo Palmério, e o secretário-geral do PMDB/Uberaba, João Caldas – e o prefeito Anderson Adauto, que foi a Belo Horizonte acompanhado da primeira-dama e chefe de gabinete Angela Mairink. Não houve entendimento. AA foi acusado de infidelidade partidária nas eleições de 2010; de esvaziamento na formação da chapa de vereadores do partido para o pleito deste ano; de indicar uma pré-candidatura inviável (do seu secretário de Governo, Rodrigo Mateus), e que não foi compartilhada ou negociada com o coletivo partidário.

Após a abertura dos trabalhos – que não puderam ser acompanhados por assessores – foram ouvidas as testemunhas de defesa do pedido de intervenção, os vereadores Marcelo Borjão (DEM) e Tony Carlos (PMDB), e contrárias à medida: os advogados João Adalberto de Andrade e Alexandre Pires. Posteriormente, Palmério fez suas alegações, assim como Anderson Adauto, para então o relator do processo, Geraldo Godoy (tesoureiro adjunto da Executiva Estadual), solicitar um intervalo para preparar seu parecer.

Primeiro a se posicionar, Geraldo foi favorável à intervenção. Na sequência, o deputado estadual Ivair Nogueira votou contrário à medida, por entender que ainda haveria espaço para o diálogo. Ele também apresentou um pedido de vistas, em nome do secretário-geral do PMDB, o também deputado estadual Antônio Júlio, que não pôde comparecer à sessão.

Todo o processo foi acompanhado pela assessoria jurídica do partido, que negou o pedido, sob a justificativa de que não está previsto nesses casos. O voto seguinte foi do primeiro vice-presidente, o deputado federal Leonardo Lemos Barros Quintão, favorável à intervenção, assim como os demais. O deputado federal Paulo Piau, pré-candidato do partido à sucessão municipal e integrante da Executiva, se absteve de votar.

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