O pagamento,a partir do segundo semestre, está condicionado à aprovação de projeto que acaba com a venda do benefício
Pagamento de férias-prêmio a partir do segundo semestre está condicionado à aprovação de projeto que acaba com a possibilidade de venda do benefício. A afirmação é do secretário municipal da Fazenda, Wellington Fontes, que justifica ser necessária garantia de um cenário favorável para liberar o recurso ou então a medida culminaria em complicações às finanças do município posteriormente.
Conforme dados da secretaria de Administração, a Prefeitura acumula R$ 4 milhões em férias-prêmio com pagamento atrasado desde 2007 até agora. No início do primeiro mandato de Anderson, o acerto era feito mensalmente e todos os benefícios referentes ao período entre agosto de 2004 e dezembro de 2006 foram quitados, porém a liberação de recursos foi interrompida em julho do ano passado.
Segundo Fontes, a retomada do cronograma de pagamento já foi colocada em discussão com os sindicalistas. Ele explica que a programação deverá ser escalonada para acertar o valor referente às férias-prêmio compradas de forma escalonada de julho a dezembro. Porém, o start só será dado a partir do projeto de lei que extingue a obrigação de pagar o benefício. “Com isso, os servidores que tiverem direito vão gozar as férias”, reforça.
Documento está sendo elaborado pela equipe da Administração, mas o líder da bancada oposicionista, Itamar Ribeiro de Rezende (DEM), já declara resistência à proposta. Segundo ele, trata-se de uma manobra do Executivo que irá prejudicar a categoria. “Sou contrário. O servidor é sacrificado, ganha pouco e ainda tem um reajuste ridículo de 5,7%, aplicado em três vezes. É um abuso”, afirma, lamentando que o fato de ter maioria na Câmara deverá facilitar a concretização da estratégia do prefeito.
Sobre a proposta, a diretoria do sindicato afirma que só irá se manifestar após ouvir os servidores a respeito. Assembleia está sendo convocada para a próxima quinta-feira (25), às 18h, na sede da agremiação (rua Tancredo Neves, 55, bairro Santa Marta). “É importante que todos compareçam para exercer o direito de voz e voto”, afirma o tesoureiro Ângelo Guilherme Rocha Borges.