Advogado preso em operação da Polícia Federal é sócio do escritório de advocacia contratado pela Prefeitura para acompanhar ações em 2ª instância
Advogado preso em operação da Polícia Federal é sócio do escritório de advocacia contratado pela Prefeitura para acompanhar ações em segunda instância relacionadas ao município.
Detido no apartamento em Nova Lima e flagrado tentando descartar R$3 mil em dinheiro pelo vaso sanitário, o advogado Mateus de Moura Lima Gomes faz parte da equipe do escritório Moura Lima e Siqueira, contratado por R$364 mil para representar a Prefeitura nos processos fora da comarca local.
Apesar da situação, a administração municipal posiciona que o contrato com o escritório será mantido. De acordo com o procurador-geral do município, Paulo Salge, a empresa conta com 10 profissionais e a Prefeitura não era atendida pelo advogado preso. O procurador ainda ressalta que o problema de um membro não contamina o restante da equipe. Além disso, Salge argumenta que o acontecimento isolado envolvendo um dos sócios também não caracteriza motivo para a rescisão do contrato com o escritório. “O fato de ele [Mateus Moura] fazer parte da empresa não obriga o município a romper o vínculo”, declara.
O procurador ainda reitera que não houve qualquer irregularidade na contratação do escritório e o trabalho executado é eficaz. “A contratação foi feita de maneira ética, moral e legal. O escritório vem prestando um relevante serviço à Prefeitura. Não haveria razão para encerrar o contrato”, manifesta.
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