Quatro meses depois da polêmica que resultou na suspensão do processo licitatório para compra do software da Saúde, a Prefeitura confirmou a revogação da concorrência. A decisão já vinha sendo antecipada desde janeiro, mas só foi oficializada no Porta-Voz que entrou em circulação neste fim de semana. No comunicado publicado no Porta-Voz, a revogação é justificada em decorrência de vícios no edital. O documento foi impugnado por duas empresas no ano passado e o processo licitatório foi suspenso em novembro, logo depois de questionamento do Ministério Público sobre a contratação do software. O secretário municipal de Saúde, Fahim Sawan, explica que o edital revogado tinha sido idealizado por equipe da própria pasta. Agora um novo documento será elaborado com participação da Codiub e o processo licitatório será totalmente conduzido pela companhia. “Nós já mandamos a requisição e eles sabem do que a gente precisa. A Codiub deve lançar em abril o novo edital”, antecipa. Um dos problemas na concorrência aberta pela Secretaria de Saúde era que apenas a obtenção da licença para uso do software por 12 meses estava prevista e a Prefeitura acabaria adquirindo um programa de informática fechado. Desta forma, a equipe local não poderia fazer aprimoramentos no sistema e também perderia o direito de uso após o fim do contrato. No início do ano, o presidente da Codiub, Maurides Dutra (PMDB), posicionou que a intenção na nova concorrência é assegurar a contratação de um sistema aberto, que permita as adequações necessárias para atender à realidade local e também a incorporação da nova tecnologia para o banco de dados da companhia.