Não-funcionamento da máquina não interferiu nos gastos com empresa contratada pela Prefeitura para a varrição da cidade, diz secretário
Foto/ Neto Talmeli
Sem vassouras, a varredeira mecânica adquirida pela Prefeitura permanece parada há meses na oficina
Varredeira mecânica estará pronta para voltar a funcionar em março. A informação é do secretário municipal de Serviços Urbanos, Antônio Sebastião de Oliveira (sem partido), ressaltando que licitação já foi concluída para reposição de peças necessárias para a manutenção da máquina.
Oliveira esclarece que a varredeira, que custou aos cofres públicos R$620 mil, não está quebrada, mas apenas aguardando a reposição das vassouras circulares. Segundo ele, o desgaste natural dos itens ocorre ao longo do uso da máquina e existe a necessidade de substituição periódica, mas a administração municipal teve dificuldades com o processo licitatório para a compra de peças para reposição.
O secretário conta que duas concorrências foram realizadas anteriormente, mas não houve empresas interessadas na disputa. Uma terceira licitação já está na fase final e a expectativa é assinar o contrato com a vencedora do certame ainda em fevereiro para o fornecimento das peças de reposição.
Questionado, o titular da pasta de Serviços Urbanos afirma que não houve aumento no valor pago à Limpebras enquanto a varredeira mecânica está parada. Ele justifica que, mesmo com a máquina em funcionamento, a empresa terceirizada continuava com trabalhadores na varrição de ruas. “A varredeira mecânica é apenas um adicional. Só podemos operar com ela nas avenidas largas e grandes. Tecnicamente, ela não é aplicável numa rua estreita como a Artur Machado, por exemplo”, salienta.
O secretário ressalta que a Limpebras permaneceu com número igual de trabalhadores para executar o serviço de varrição no período em que a máquina ficou à espera de manutenção. Por isso, não ocorreu alteração no contrato com a empresa.